Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Crise extingue bancos de investimentos nos EUA

O Goldman Sachs e o Morgan Stanley acertaram uma cobertura com o Federal Reserve para sobreviver à crise financeira que já destruiu seus rivais, adotando uma medida que, na prática, encerra o modelo de banco de investimento que dominou Wall Street nas últimas duas décadas. (Leia Mais)

Segunda, 22 de Setembro de 2008 às 07:51, por: CdB

O Goldman Sachs e o Morgan Stanley acertaram uma cobertura com o Federal Reserve para sobreviver à crise financeira que já destruiu seus rivais, adotando uma medida que, na prática, encerra o modelo de banco de investimento que dominou Wall Street nas últimas duas décadas. A ação é a última medida de Washington para tentar restaurar a calma nos mercados e segue as intensas conversas entre integrantes do governo Bush e o Congresso sobre o plano de resgate de US$ 700 bilhões, que tem como objetivo evitar que a crise financeira jogue a economia dos Estados Unidos em uma severa recessão.

Ao concordarem em se transformar em holdings, sujeitando assim a regulamentos mais severos do Fed, o Goldman e o Morgan Stanley tentam evitar trilhar o caminho que levou ao colapso seus rivais, derrubados pela pior crise financeira os EUA já vivenciaram desde a Grande Depressão de 1929. Os índices futuros de ações de Wall Street tiveram reação positiva à notícia, mas ainda assim indicavam uma abertura com alta discreta diante das incertezas sobre os detalhes do plano de ajuda do governo. Na semana passada, o Lehman Brothers quebrou, o Merrill Lynch foi vendido para o Bank of America e a seguradora AIG passou ao controle do governo.

Com a quebra do Bear Stearns no início do ano, o Goldman e o Morgan Stanley eram os últimos dos cinco grandes bancos de investimento que fizeram a história de Wall Street nos últimos 20 anos. A transformação em holdings garante às duas instituições maior acesso aos fundos do banco central dos EUA e vai facilitar a aquisição de bancos de varejo pelas instituições.

– Isso cria uma percepção de maior segurança e supervisão – afirmou Chip MacDonald, que avalia fusões no escritório de advocacia Jones Day.

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