Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Crise econômica, segundo Lula, tende a 'desaparecer aos poucos'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que está vendo a crise internacional "desaparecer aos poucos" e demonstrou mais otimismo em relação à situação do Brasil em 2010. (Leia Mais)

Segunda, 17 de Agosto de 2009 às 08:19, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que está vendo a crise internacional "desaparecer aos poucos" e demonstrou mais otimismo em relação à situação do Brasil em 2010. Lula credita parte deste otimismo às “duas esperanças” contidas no programa Minha Casa, Minha Vida: A de ter uma casa e a de ter um emprego, em decorrência das obras de construção civil.

– Se eu estava otimista no auge da crise, imagina como estou agora, vendo a crise desaparecer aos poucos e vendo um futuro muito importante para o Brasil em 2010 – disse.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula admitiu que o programa “ainda não fez diferença” uma vez que permanece na fase de cadastramento das pessoas interessadas. Ele se disse esperançoso de que os empresários e prefeituras estejam “preparados” porque é preciso “trabalhar urgentemente” para resolver o deficit habitacional no país.

Lula também comentou os investimentos do governo em ferrovias, que, segundo ele, aumentarão a competitividade dos produtos brasileiros e trarão um grande desenvolvimento ao país. Na última semana, Lula visitou as obras da ferrovia Norte-Sul no Estado de Goiás. Ele destacou que o projeto foi lançado em 1987, quando o presidente da República era o atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas depois não foi considerado prioritário pelos governos seguintes.

Segundo ele, o governo pretende integrar a ferrovia Norte-Sul à ferrovia Leste-Oeste, o que resultaria em cerca de 3,7 mil quilômetros de linhas férreas ligando o país.

– Nós vamos dar ao Brasil, do ponto de vista de ferrovia, aquilo que nós deveríamos ter construído 20 ou 30 anos atrás, quando nós praticamente abandonamos as nossas ferrovias – disse.

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