Rio de Janeiro, 03 de Outubro de 2026

Crise econômica mundial não afetou investimentos nos portos do país

Segunda, 13 de Abril de 2009 às 08:17, por: CdB

Ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito garantiu nesta segunda-feira que, apesar da crise financeira mundial, os investimentos para melhorias e ampliação de portos públicos e privados não estão sofrendo cortes. Segundo ele, do ponto de vista do governo, não há nenhuma paralisia e nenhuma retração de investimentos.

– Do lado do governo, todo o volume de investimentos destinado à dragagem de R$ 1,5 bilhão está sendo mantido, todas as licitações estão sendo colocadas. E observo a mesma coisa em relação aos investimentos privados que estavam programados – afirma.

Brito admite, no entanto, que houve um encolhimento no volume transportado. Segundo ele, atualmente cerca de 400 navios de contêineres estão parados no mundo, o que representa 10% da capacidade total.

– No transporte, haverá um impacto nos próximos anos. No investimento portuário não, porque estamos preparando esses portos para depois da crise, o investimento não é para hoje. E ele não pode parar sob pena de perder oportunidades – avaliou o ministro, em conversa com jornalistas.

Na outra ponta, a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) avalia que houve uma redução de 20% na estimativa de investimentos no setor para os próximos cinco anos. Segundo o presidente da entidade, Wilen Manteli, no início do ano passado, a expectativa era de que fossem investidos R$ 20 bilhões em construção e ampliação de terminais portuários.

Manteli diz que ainda não é possível analisar de quanto foi a redução no volume de cargas transportadas, nem no preço dos fretes.

– Houve uma redução desde o último trimestre, mas estamos em uma montanha russa, os volumes estão oscilando muito – disse.

Em 2008, foram movimentadas 800 milhões de toneladas de cargas, o que significa um crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. O presidente da ABTP afirma que o preço dos fretes também caiu muito no fim do ano passado, mas que depois houve uma retomada.

– Mas os preços ainda estão longe de ser como eram antes da crise – acrescenta.

Para Manteli, é preciso aumentar os investimentos em infra-estrutura para que o setor esteja preparado para quando os efeitos da crise forem amenizados.

– Na hora em que a situação voltar ao normal, quem estiver preparado vai ter mais vantagens. Quem esperar a crise passar pode ser pego de surpresa – avisa.

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