O cineasta Michael Moore, que criticou o governo Bush em Fahrenheit 11 de setembro e a indústria da saúde em S.O.S. saúde, voltou sua atenção para o derretimento econômico global.
O diretor premiado com o Oscar vai lançar seu documentário, que ainda não tem título, em toda a América do Norte em 2 de outubro, anunciaram nesta quinta-feira a Overture Films e a Paramount Vantage, financiadoras do filme.
– Em dado momento, os ricos decidiram que ainda não tinham riqueza suficiente – disse Moore, segundo o comunicado das empresas. – Eles queriam mais. Então puseram mãos à obra para sistematicamente roubar do povo americano seu dinheiro arduamente ganho. Por que eles fizeram isso? É o que procuro descobrir neste filme.
A Overture disse que Moore ainda está trabalhando sobre o filme, e, de modo típico dele, está guardando segredo em relação aos detalhes da trama.
A Overture, que pertence à Liberty Media Corporation, vai cuidar da distribuição doméstica do filme em cinemas e outros locais, enquanto a Paramount Vantage, da Viacom, ficará com as vendas internacionais.
Michael Moore, 55 anos, já tratou do massacre econômico em Roger e eu, de 1989, o filme que o tornou conhecido, no qual documentou os efeitos do declínio da General Motors sobre sua cidade natal, Flint, no Michigan.
Ele esteve nos cinemas americanos mais recentemente com S.O.S. saúde, sobre o setor da saúde americano. O filme vendeu cerca de US$ 25 milhões em ingressos em 2007.
Moore recebeu um Oscar em 2003 por Tiros em Columbine, em que tratou do controle de armas, e no ano seguinte lançou o incendiário Fahrenheit 11 de setembro, que foi impiedoso com o então presidente George W. Bush e a guerra ao terrorismo.
O filme foi grande sucesso nas bilheterias, tendo vendido US$120 milhões em ingressos nos EUA, mas Moore não conseguiu seu objetivo de impedir que Bush fosse reeleito para um segundo mandato.