Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Crise do capitalismo se aprofunda nos países periféricos da Europa

A economia da Grécia poderá encolher até 5% este ano, disse o grupo de pesquisa IOBE de Atenas, nesta terça-feira, revisando para baixo sua projeção anterior e oferecendo uma previsão mais pessimista do que a dos credores estrangeiros sobre o país.

Terça, 09 de Julho de 2013 às 09:52, por: CdB
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A economia da Grécia poderá encolher até 5% este ano, disse o grupo de pesquisa IOBE de Atenas
A economia da Grécia poderá encolher até 5% este ano, disse o grupo de pesquisa IOBE de Atenas, nesta terça-feira, revisando para baixo sua projeção anterior e oferecendo uma previsão mais pessimista do que a dos credores estrangeiros sobre o país. A Grécia, que tem se mantido em dificuldades desde 2010 com os programas de resgate, assegurou mais uma ajuda de seus credores União Europeia e do Fundo Monetário Internacional na segunda-feira, mas foi instada a manter as promessas de cortar empregos no setor público e vender ativos estatais para fazer dinheiro.
A austeridade fiscal prescrita pelos credores para fortalecer as finanças gregas deve manter a economia em recessão pelo sexto ano consecutivo e elevar a taxa de desemprego, já em nível recorde, a patamares ainda maiores.
- A projeção para o crescimento deve ser ajustada para baixo - a recessão este ano será de cerca de 5,0 por cento - disse o IOBE em seu relatório trimestral. A instituição afirmou que a economia deve encolher entre 4,8% e 5% este ano, em comparação com a previsão anterior, de queda de 4,6%.
A UE e o FMI esperam que a economia encolha 4,2% em 2013, e o Banco da Grécia prevê uma contração de 4,6%. No ano passado, a economia grega encolheu 6,4%. O IOBE projeta que a taxa de desemprego do país subirá para 27,8% este ano, elevando sua projeção anterior de 27,3%. De acordo com a última contagem, a taxa de desemprego na Grécia está em 26,8%.
- Enquanto a recessão persistir, a economia não vai somente queimar gordura, vai queimar tecido produtivo também - disse Nikos Vettas, chefe do IOBE.
Crise lusitana
A crise que atinge a Grécia também se estende a outros países da periferia europeia. Portugal é um deles. O país precisa de estabilidade política para completar seu programa de ajuda, mas também deve se concentrar em sair rapidamente da recessão, disse nesta terça-feira o ministro indicado para coordenar a política econômica do país.
Paulo Portas, líder do CDS-PP, renunciou ao cargo de ministro das Relações Exteriores na semana passada, aprofundando uma crise política que ameaçava tanto o governo como o plano de resgate de 78 bilhões de euros do qual Portugal pode sair até o próximo ano.
Um crítico frequente de medidas de austeridade impostas em Portugal pelos termos do plano de resgate, Portas deixou o cargo na terça-feira em protesto contra a nomeação do secretário do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, como ministro das Finanças no lugar de Vitor Gaspar, que se demitiu no dia anterior.
Mas no sábado o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, indicou Portas para o cargo de vice-primeiro-ministro e coordenador da política econômica, em um esforço para resolver a crise. Em seus primeiros comentários públicos desde então, Portas disse que as condições para a estabilidade política estão postas, que foram "importantes não só para o governo, mas também para a conclusão do pacote de ajuda".
Ele disse que a prioridade agora é avançar para um "ciclo que impulsione a economia, as empresas, a criação de emprego e a coesão social".
Portas deu as declarações a jornalistas após conversas com o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, que se reúne com partidos políticos, líderes empresariais e sindicalistas para garantir que a crise pode ser superada.
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