Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Crise do capitalismo mundial é alvo de debates entre EUA, China e europeus

Presidente da China, Hu Jintao seguiu aos Estados Unidos, nesta terça-feira, para uma visita oficial, enquanto senadores norte-americanos exigem medidas duras contra a "manipulação cambial" chinesa. Hu disse nesta semana que não aceitaria argumentos de que o yuan está subvalorizado.

Terça, 18 de Janeiro de 2011 às 10:40, por: CdB
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Presidente da China, Hu Jintao seguiu aos Estados Unidos, nesta terça-feira, para uma visita oficial, enquanto senadores norte-americanos exigem medidas duras contra a "manipulação cambial" chinesa. Hu disse nesta semana que não aceitaria argumentos de que o yuan está subvalorizado. O atrito sobre câmbio salienta as tensões comerciais que devem dominar a cúpula de quarta-feira em Washington entre Hu e o presidente dos EUA, Barack Obama. A reunião deve se concentrar em uma série de questões delicadas, do rebalanceamento da economia global às relações com a Coreia do Norte. Analistas consideram esta como a visita mais importante de um líder chinês aos EUA nos últimos 30 anos, tendo em vista a crescente influência militar e diplomática da China e a emergência do país como a segunda maior economia do mundo, após os EUA. O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Hong Lei, disse que seu governo espera que os parlamentares norte-americanos não estraguem o tom da visita de Hu, reiterando que a China está comprometida a reformar seu sistema cambial. – Muitos fatores provaram que o a política cambial do iuan não é a causa principal do desequilíbrio comercial entre China e EUA. Nós esperamos que os parlamentares norte-americanos ... evitem prejudicar os interesses gerais da cooperação econômica e comercial entre China e EUA – declarou Hong. Um grupo de senadores norte-americanos disse na segunda-feira que os Estados Unidos precisam aprovar leis punitivas se a China não permitir que sua moeda suba. Crise europeia Enquanto a crise mundial é debatida em Washington, a Grécia – foco das preocupações europeias – tenta acalmar os investidores ao afirmar que não está em conversações para estender o pagamento de sua dívida, disse uma autoridade do Ministério das Finanças que pediu anonimato. – O governo tem uma agenda bastante específica... há um acordo preliminar para estender o pagamento dos empréstimos do pacote (dado por) UE/FMI, e nada além disso... Nada mais está sendo discutido – disse a autoridade à agência inglesa de notícias Reuters. A autoridade estava respondendo comentários feitos pelo vice-primeiro-ministro, Theodore Pangalos, na noite de segunda-feira, de que acreditava que a Grécia seria ajudada para estender o pagamento. Confiança alemã Já confiança do investidor da Alemanha saltou em janeiro, em meio a expectativas de que as exportações ajudarão a gerar novos empregos e investimentos neste ano. O índice do instituto ZEW mostrou nesta terça-feira alta para 15,4 pontos, ante a leitura de 4,3 em dezembro, superando a previsão do mercado de 6,8 pontos. A pesquisa ouviu 284 analistas e investidores entre 3 e 17 de janeiro. A Alemanha tem sido umas das economias mais resistentes entre os países industrizalidos do ocidente, graças a seu forte setor exportador. Dados preliminares mostraram que a maior economia da Alemanha expandiu-se em 2010 no maior ritmo desde a reunificação, e economistas preveem um crescimento de mais de 3% agora. Ceticismo Ainda assim, os investidores mostravam um ceticismo cada vez maior nesta terça-feira sobre a capacidade dos ministros das Finanças da zona do euro em acertar um fundo de resgate, que é parte das medidas para resolver a crise de dívida soberana da região. Os ministros não deram indícios de uma decisão final na segunda-feira. O presidente dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, disse que muitas opções foram discutidas, mas que nenhuma foi escolhida. A Alemanha, maior economia da Europa e fundamental para qualquer acordo sobre mudanças, indicou que não tem pressa para agir, especialmente porque os mercados de bônus estão mais calmos após leilões bem sucedidos de Portugal e Espanha. O Instrumento Europeu de Estabilidade Financeira foi estabelecido em maio de 2010 para emprestar dinheiro do mercado com garantias de governos da zona do euro de até 440 bilhões de euros. Mas, como quer ter nota de crédito "AAA", a quantia real que o fundo pode emprestar a países é de cerca de 250 bilhões de euros.
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