Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Crise do capitalismo internacional recrudesce e bolsas asiáticas desabam

A economia da Grécia encolherá mais de 4,5% neste ano, disse o ministro das Finanças do país nesta sexta-feira, acrescentando que o novo acordo de resgate internacional para o país não será completado até meados de outubro.

Sexta, 19 de Agosto de 2011 às 10:06, por: CdB
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A economia da Grécia encolherá mais de 4,5% neste ano, disse o ministro das Finanças do país nesta sexta-feira, acrescentando que o novo acordo de resgate internacional para o país não será completado até meados de outubro. O ministro Evangelos Venizelos disse que todas as decisões bilaterais dependem da aprovação de outras nações da zona do euro e que levará um tempo até que sejam completadas as negociações sobre o segundo pacote de ajuda financeira. – Nós não deveríamos esperar terminar antes da primeira ou segunda semana de outubro, porque os Parlamentos precisam votar e os bancos, completar seus próprios processos – disse ele à rádio SKAI. Duros cortes salariais e aumentos de impostos geraram protestos nas ruas e empurraram a Grécia para a mais profunda recessão em cerca de 40 anos. – Nos meses anteriores, a estimativa (de contração econômica) era de 3,8%, 3,9%. Agora, a nova faixa está acima de 4,5%. Se nós tentarmos aplicar as medidas de arrecadação e gastos que votamos no Parlamento, nenhuma medida adicional será necessária – disse Venizelos. Mais arrocho Outro país imerso na crise do capitalismo internacional, a espanha anunciou mais medidas de austeridade nesta sexta-feira, tentando se proteger dos ataques do mercado e, ao mesmo tempo, evitar o tipo de cortes drásticos que prejudicariam as chances do Partido Socialista nas eleições de novembro. O governo anunciou economias de cerca de 5 bilhões de euros, com impostos a grandes empresas e cortes aos custos de medicamentos para governos regionais. Embora relativamente pequenas, as medidas podem compensar o não cumprimento das metas de déficit público nas 17 regiões autônomas da Espanha. O Parlamento foi convocado para votar na semana que vem as medidas. Outro tombo Impressionados com a estagnação do panorama econômico nos EUA e na Europa, as bolsas de valores asiáticas fecharam em forte queda nesta sexta-feira, com a preocupação crescente de que a economia dos Estados Unidos esteja voltando à recessão, enquanto a dificuldade de financiamento de alguns bancos da Europa gerou temores de uma nova crise bancária sistêmica no continente. O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 3,92%, levando a perda acumulada neste mês para quase 14%. Em Tóquio, o índice Nikkei retrocedeu 2,51%, marcando o terceiro dia de declínio. O mercado de Seul desabou 6,22% e o de Taiwan tombou 3,57%, sugerindo que a pressão foi maior em bolsas com alta exposição a tecnologia. Várias gigantes do setor, como Dell, HP e LG reduziram as projeções de vendas nesta semana, com piora na perspectiva de investimento das empresas, do governo e dos consumidores. A atividade das fábricas da região Meio-Atlântico dos EUA despencou em agosto e assustou os investidores, pois os dados do Federal Reserve de Filadélfia são considerados uma antecipação dos números do setor manufatureiro nacional. Na Europa, novos temores de que a crise de dívida da zona do euro possa infectar o sistema financeiro da região pressionaram os mercados de financiamento de curto prazo, obrigando alguns bancos a pagar juros mais altos por empréstimos em dólar. O mercado caiu 3,08% em Hong Kong, enquanto o índice referencial de Xangai perdeu 0,98%. Cingapura encerrou em queda de 3,23% e Sydney fechou com desvalorização de 3,51%.
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