Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Crise do capitalismo internacional ainda ruge em paraíso fiscal europeu

O banco suíço UBS divulgou nesta terça-feira mais um grande prejuízo no segundo trimestre, pressionado pela saída de clientes abastados diante de investigações dos Estados Unidos sobre evasão fiscal. Mas a instituição informou que espera reconquistar a confiança agora que um acordo com autoridades norte-americanas está próximo. (Leia Mais)

Terça, 04 de Agosto de 2009 às 06:01, por: CdB

O banco suíço UBS divulgou nesta terça-feira mais um grande prejuízo no segundo trimestre, pressionado pela saída de clientes abastados diante de investigações dos Estados Unidos sobre evasão fiscal. Mas a instituição informou que espera reconquistar a confiança agora que um acordo com autoridades norte-americanas está próximo.

O UBS informou que continua cauteloso sobre seu desempenho, dado o cenário econômico. O banco sofreu encargos de reestruturação e outras despesas não recorrentes de 2,3 bilhões de francos suíços (US$ 2,17 bilhões), mas chegou a lucro operacional de US$ 971 milhões, o melhor resultado em oito trimestres.

A instituição sofreu prejuízo líquido de 1,4 bilhão de francos suíços, ante uma expectativa média de analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters de perda de 1,1 bilhão de francos. O banco registrou saída de 39,4 bilhões de francos nas divisões de gestão de fortunas e ativos. O presidente-executivo, Oswald Gruebel, afirmou a analistas que um acordo acertado pelo UBS com o governo dos EUA na sexta-feira vai encerrar as investigações tributárias, o que deve ajudar a reverter as saídas de capital, enquanto o banco reconstrói sua reputação. Mas essa recuperação deve levar mais que um trimestre.

– Nós certamente vamos reverter a tendência das saídas de capital – disse Gruebel.

O UBS espera finalizar o acordo com os EUA esta semana. O banco não deve ter de pagar multa por ajudar clientes norte-americanos a evitarem impostos, mas pode ter de entregar mais de 5 mil nomes de detentores de contas secretas, ante os 52 mil que Washington estava buscando. Gruebel não quis comentar detalhes do acordo, mas o vice-presidente financeiro, John Cryan, afirmou que o banco não fez nenhuma provisão adicional por conta do litígio nos EUA.

As ações do UBS desabavam quase 6% às 8h15 (horário de Brasília).

Em queda

Na sequência da crise do capitalismo internacional, os preços no atacado na zona do euro registraram em junho a maior queda da história, considerando a comparação anual, mostraram dados nesta terça-feira, elevando o risco de deflação. O índice de preços ao produtor nos 16 países que compõem a área do euro subiu 0,3% em junho na comparação mensal, mas recuou 6,6% em relação ao registrado um ano antes, a maior queda desde que as medições da União Européia começaram em 1996, informou a agência oficial de estatísticas da UE, a Eurostat.

Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters aguardavam uma alta de 0,2% na base mensal e uma queda de 6,6% na comparação anual.

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