Os investidores amanheceram, neste sábado, mais tranquilos quanto ao dinheiro investido em ações. Enxergando arrefecimento da crise para todo lado, foram detonadas ordens maciças de compras de ações, levando a Bovespa à maior escalada semanal desde a virada do ano. Com um rali de última hora, o Ibovespa fechou a sexta-feira valorizado em 2,67%, aos 51.395 pontos, praticamente zerando os efeitos da realização de lucros da véspera, após seis sessões consecutivas no azul. O giro financeiro da sessão foi de R$ 4,98 bilhões.
Concluindo uma semana recheada de notícias de melhora de indicadores econômicos em várias partes do planeta, nesta sexta-feira os Estados Unidos divulgaram que seu mercado de trabalho desacelerou o ritmo de demissões em abril, o que surpreendeu analistas. Em outra frente, o temor de mais quebradeira no setor financeiro norte-americano também perdeu força após a divulgação de testes de estresse. O programa do governo dos EUA apontou que 10 instituições têm que levantar outros US$ 74,6 bilhões em capital para retomarem a solidez, notícia recebida com certo otimismo pelo mercado, que temia novidades ainda piores.
Em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, resumiu o sentimento de analistas sobre o atual momento do mercado. "A crise já começa a ser vista pelo retrovisor", afirmou.
Em Wall Street, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 1,96%.