O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, disse que foi mal interpretado quando declarou que os problemas no tráfego aéreo brasileiro estão " longe de ser uma crise", nesta quarta-feira, em audiência pública na Câmara.
- Pegaram uma questão semântica, absolutamente ao contrário do que eu havia dito, e transformaram como se eu estivesse querendo minimizar os problemas que estamos enfrentando -, observou na tarde desta quinta-feira, durante audiência pública no Senado - nas comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Nesta quinta, Zuanazzi reconheceu que o setor tem "problemas sérios, que precisam ser resolvidos". Informou que a média de atrasos dos vôos brasileiros é de 7% a 10% e o de cancelamentos, 2%. Acrescentou que, desde o dia 29 de setembro, quando houve o acidente com o avião da Gol, o país teve 14 dias de gravidade. E que a quantidade de passageiros "dobrou", o que deve ser levado em conta, segundo ele.
- A média de atrasos é o que temos que vencer. Média se dá por falta de infra-estrutura sim, por horários de picos, especialmente no terminal São Paulo -, afirmou.
Crise aérea: Zuanazzi alega que foi mal interpretado
Quinta, 12 de Abril de 2007 às 14:21, por: CdB