Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Crimes de guerra pioram com disputa por território na Síria, segundo ONU

Investigadores de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram nesta quarta-feira que as forças do governo sírio massacraram civis, jogaram bombas contra hospitais e cometeram outros crimes de guerra em ataques de larga escala neste ano com o objetivo de recuperar território dominado por rebeldes.

Quarta, 11 de Setembro de 2013 às 07:03, por: CdB
siria5.jpg
Paulo Sérgio Pinheiro, chefe da comissão internacional de investigação sobre a Síria para o Conselho de Direitos Humanos da ONU
Investigadores de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram nesta quarta-feira que as forças do governo sírio massacraram civis, jogaram bombas contra hospitais e cometeram outros crimes de guerra em ataques de larga escala neste ano com o objetivo de recuperar território dominado por rebeldes. Forças da oposição, incluindo combatentes islâmicos estrangeiros, também perpetraram crimes de guerra, incluindo execuções, sequestros e bombardeio de bairros civis, disseram investigadores em seu último relatório, que cobre o período entre 15 de maio e 15 de julho. - O autores dessas violações e crimes, de todos os lados, agem em desafio à lei internacional. Eles não temem reponsabilização. Respeito à Justiça é imperativo - disse um relatório que a comissão de investigação da ONU, liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. Especialistas independentes afirmam ter recebido denúncias sobre o uso de armas químicas "predominantemente por forças do governo... Com as evidências disponíveis agora, não foi possível chegar a uma descoberta sobre quais agentes químicos foram utilizados, seus sistemas de disseminação e os responsáveis. Investigações continuam", diz o relatório. A equipe de cerca de 20 investigadores conduziu 258 entrevistas com refugiados, desertores e outros na região de Genebra, incluindo via Skype, para o 11º relatório em dois anos. Eles nunca tiveram a entrada na Síria permitida, apesar dos recorrentes pedidos. O relatório pede uma solução política para a guerra civil na Síria e encoraja outros Estados a "interromper a transferência de armas tendo em vista o claro risco de que serão utilizadas para cometer sérias violação à lei internacional".
Tags:
Edições digital e impressa