A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgou nesta segunda-feira um comunicado mundial que levanta as agressões contra jornalistas nos cinco continentes. O Brasil abre a nota oficial e é citado como um dos lugares mais perigosos para o exercício da profissão de jornalista, principalmente no interior do país. Lula também é criticado na matéria.
"No Brasil, continua a violência contra a Imprensa. Como em 2002 e 2003, mataron dois jornalistas. Estes assassinatos demonstram que, fora das grandes cidades, continua perigoso o ofício de informar. De outra parte, os escorregões do presidente Lula foram alvo das fofocas dos grande jornais e suscitaram interrogações sobre o conceito que o chefe de Estado tem sobre a lilberdade de imprensa.
"Os assassinatos de jornalistas, um na fronteira com o Paraguai e outro no Estado de Pernambuco, vieram a ressaltar que as condições de trabalho dos jornalistas nos rincões do país continuam sendo muito perigosas. Segundo investigações, o assassinato de Samuel Román, que morreu em 20 de abril do ano passado em Coronel Sapucaia (Mato Grosso do Sul), havia sido encomendado pelo prefeito da cidade, cuja gestão o jornalista criticava em seu programa na rário Conquista FM.
"O caso de José Carlos Araujo, morto quatro dias mais tarde em Timbaúba (Pernambuco) está praticamente resolvido, com a detenção do possível autor do crime. Trata-se de um delinqüente que teria sido denunciado pela rádio Rádio Timbaúba FM. Ambos os casos colocam em alerta o fato de que, em escala local, a vida democrática e o estado de direito padecem de graves disfunções.
"Os grandes meios de comunicação, nos grandes centros, muito raramente sofrem algum tipo de violência, mas no interior a realidade é outra", diz a nota.