Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

Crime organizado ameaça jornalista em Londrina

O Ministério Público do Paraná analisa, nesta semana, gravações de telefonemas ameaçadores recebidos pela jornalista Maria Christina Mattos, da TV Coroados, emissora da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), em Londrina. A perícia da fita faz parte de investigações sobre o crime organizado que tenta intimidar também empresários do ramo de combustíveis na cidade quanto os promotores que apuram a formação de cartel entre os postos de gasolina. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Abril de 2003 às 07:40, por: CdB

O Ministério Público do Paraná analisa, nesta semana, gravações de telefonemas ameaçadores recebidos pela jornalista Maria Christina Mattos, da TV Coroados, emissora da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), em Londrina. A perícia da fita faz parte de investigações sobre o crime organizado que tenta intimidar também empresários do ramo de combustíveis na cidade quanto os promotores que apuram a formação de cartel entre os postos de gasolina. No domingo, um carro ocupado por pessoas não identificadas foi visto em frente ao prédio da jornalista dando cavalos de pau e freadas bruscas. Quando ela saiu na sacada, um homem saltou do carro e disse: "Pára de falar besteira senão você vai morrer". A direção da RPC imediatamente retirou a jornalista de Londrina e pediu providências judiciais, que estão sendo tomadas. Uma varredura nos telefones da empresa também é realizada para verificar a presença de grampos. O clima de tensão criado com a ameaça à jornalista, trouxa à tona outros casos de pessoas que passam pela mesma situação há algum tempo. O Ministério Público tem ouvido donos de postos que se queixam de ameaças. Nos anos anteriores alguns chegaram a sofrer atentados à bala. Em entrevista, o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, que comanda as investigações sobre o mercado de combustíveis em Londrina, afirmou que pediu proteção policial, mas nega que tenha recebido ameaças.

Tags:
Edições digital e impressa