A polícia já tem duas testemunhas do assassinato do ambientalista Dionísio Julio Ribeiro Filho, de 61 anos, ocorrido, na noite de terça-feira, na Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu. Dionísio Ribeiro foi velado e enterrado, na manhã desta quinta-feira, no Cemitério de Ricardo Albuquerque. O ambientalista atuava na área da Reserva Biológica do Tinguá e foi assassinado em uma trilha da região com um tiro de escopeta à queima-roupa na cabeça, a cerca de 200 metros da entrada da reserva.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Roberto Cardoso, das seis pessoas ouvidas, nesta quarta-feira, duas viram o assassino sair do matagal e atirar na cabeça do ambientalista, por trás, mas o local era muito escuro, o que dificulta a identificação. De acordo com a polícia, a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) está praticamente descartada.
- Já temos alguns suspeitos, mas não podemos revelar os nomes para não atrapalhar as investigações. O que temos de concreto é que o ambientalista provocava insatisfação de algumas pessoas ao proteger o meio ambiente - disse Cardoso.
Uma das últimas pessoas a ver Dionísio com vida contou que a vítima caminhava por uma trilha próximo à reserva. Depois que o ambientalista passou, foram ouvidos tiros. Estava muito escuro e a testemunha chegou a ouvir alguém avisando que ele não deveria ir onde estava o corpo de Dionísio.
O gerente executivo do Ibama no Rio, Edson Bedim de Azeredo, enviou nesta quarta-feira à Superintendência da Polícia Federal um pedido de reforço policial para dar garantias de vida ao chefe da Reserva Biológica de Tinguá, Luiz Henrique Santos Teixeira. Bedin também enviou um ofício à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pedindo que ela discuta os problemas na Reserva do Tinguá com o Ministro da Defesa, José de Alencar. O objetivo seria organizar ações conjuntas com os governos federal e estadual para reforçar a segurança na reserva.