Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Crime da Mega-Sena: acusados pegam 18 anos de prisão

O Tribunal do Júri de Rio Bonito - município da Baixada Litorânea do Estado do Rio - condenou a 18 anos de prisão o ex-policial militar Anderson Souza e o funcionário público Ednei Gonçalves pelos crimes de homicídio triplamente qualificado além do furto da pochete de Renê Sena, no caso que ficou nacionalmente conhecido como o Crime da Mega-Sena.(Leia Mais)

Quinta, 09 de Julho de 2009 às 07:10, por: CdB

O Tribunal do Júri de Rio Bonito - município da Baixada Litorânea do Estado do Rio - condenou a 18 anos de prisão o ex-policial militar Anderson Souza e o funcionário público Ednei Gonçalves pelos crimes de homicídio triplamente qualificado além do furto da pochete de Renê Sena, no caso que ficou nacionalmente conhecido como o Crime da Mega-Sena.

O Júri se estendeu por mais de três dias - só terminou na madrugada desta quinta-feira - e foram ouvidas dez testemunhas. No fim, os dois acusados foram condenados por quatro votos a três. Os dois acusados se disseram inocentes e os advogados de defesa, Anderson Silva Sousa, de 33 anos, e Ednei Gonçalves Pereira, 42, disseram que irão recorrer da sentença.

Ao falar por duas horas e meia a promotora Priscila Naegele Vaz, afirmou que Adriana Ferreira Almeida, viúva do milionário René Senna, contratou o ex-PM Anderson Silva de Sousa porque ela sabia que ele era um matador de aluguel.

A promotora disse aos jurados que Anderson era chefe de uma milícia na Ilha do Governador e que foi expulso da Polícia Militar por portar uma arma não autorizada. Já o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira era amigo de Anderson e parceiro dele no crime, agindo também mediante dinheiro.

De acordo com a promotora, o assassinato de René não foi praticado por amadores. Para ela, está claro que houve uma conspiração e que não é possível tratar do assunto sem falar na viúva Adriana, acusada de ser a mandante do assassinato.

– René foi morto com 52 anos de idade, com um tiro na nuca e três no rosto. Foi um crime covarde e bárbaro. Ele era lavrador de família humilde e, assim que ganhou o prêmio, a primeira medida foi contratar seguranças e morar no Recreio com o irmão Miguel – disse Priscila Vaz aos jurados.

A promotora lembrou ainda que, em setembro de 2005, ele fez um primeiro testamento, deixando 50% de seus bens para Renata, filha única, e a outra metade para os irmãos.

Antes do réveillon de 2006, conheceu a manicure Adriana, de 27 anos, que se ofereceu para fazer alguns serviços domésticos na casa dele. A partir daí, os dois passaram a viver juntos.

Um dos primeiros atos de Adriana, de acordo com o Ministério Público, foi demitir os seguranças contratados por René e contratar a equipe de confiança dela, comandada por Anderson, que era marido de Janaína, sua melhor amiga.

Nesse grupo estava David Vilhena, que teria sido morto após ter descoberto e informado a René que Anderson era ex-PM e que Ednei nunca tinha sido. David foi assassinado em setembro de 2006 numa falsa blitz, na Ilha do Governador.

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