Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Crianças são maioria entre as vítimas de violência sexual em SP

Segunda, 10 de Março de 2008 às 10:31, por: CdB

As crianças menores de 12 anos de idade são as principais vítimas de abuso sexual
em São Paulo. Segundo uma pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde, elas representam 43% dos 1.926 casos de violência sexual atendidos pelo Programa Bem-Me-Quer, do Hospital Pérola Byington, referência nesse tipo de atendimento no estado.
 
Neste mesmo ano, foram notificados 517 casos de abuso contra crianças de 12 a 17 anos e outros 563 com vítimas maiores de 18 anos. Em 2006, as crianças até 11 anos foram vítimas em 42% dos casos.
 
Segundo a secretaria, a maioria dos agressores são pessoas próximas às crianças como pais, padrastos, amigos da família e vizinhos.
 
Para identificar o problema, os pais devem ficar atentos a mudanças de comportamento da criança e dar atenção ao que ela fala das pessoas ao seu redor. Problemas como queda no rendimento escolar, voltar a fazer xixi na cama ou nas calças, medo de ficar sozinho ou na presença de alguém específico e brincadeiras agressivas com brinquedos ou pequenos animais podem indicar que a criança é vítima de violência sexual.
 
A secretaria orienta aos pais que desconfiam que seu filho sofre abuso, que procurem um profissional de saúde mental e, caso o problema seja confirmado, notifiquem o conselho tutelar.
 
Um estudo realizado nos Estados Unidos sobre a dinâmica dos abusos sexuais na internet sugere que o principal alvo dos agressores são os adolescentes. O estudo indica que, ao contrário do que se pensava, a maioria dos criminosos não se passa por crianças tentando marcar encontros nem faz uso da força nas relações sexuais.
 
Segundo a pesquisa, os agressores se dirigem aos adolescentes e tentam criar laços com as vítimas até conquistar a confiança dos jovens e induzi-los a ter relações. Desta forma, os adolescentes acabam vendo as relações como um "romance ou uma aventura sexual".
 
Os adolescentes mais vulneráveis, de acordo com o estudo, seriam aqueles que têm problemas familiares ou tendência a se arriscar dentro e fora da internet, além dos jovens com histórico de abuso sexual ou físico.
 
O estudo foi feito com base em três pesquisas - duas envolveram entrevistas por telefone com três mil usuários da internet com idade entre 10 e 17 anos em 2000 e 2005 e na outra foram entrevistados 612 policiais americanos.

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