Crianças e adolescentes indígenas, quilombolas, com deficiência ou que vivem no campo são as que enfrentam mais dificuldade para ter acesso à educação.
Um estudo da Unicef destaca que houve um importante aumento de 597% no ingresso desses alunos em classes comuns do ensino regular entre 1998 e 2007.
Entre os indígenas e quilombolas, a principal deficiência é a infraestrutura inadequada das escolas e a baixa qualidade do ensino oferecido.
No caso dos quilombolas, o Unicef destaca que as escolas estão frequentemente distantes das casas dos alunos e os professores em sua maioria não têm a formação adequada para atuar em sala de aula.
Entre 2002 e 2007, o número de estudantes indígenas cresceu 50%, chegando a 176 mil.
A oferta educacional nas comunidades quilombolas também evoluiu. De 2005 para 2006, o número de escolas localizadas em áreas remanescentes de quilombos cresceu 94%. Mas em 2007, verificou-se uma pequena redução de cerca de 30 unidades.
No campo, a situação também é deficiente, já que é grande a dificuldade de acesso de professores e alunos às escolas em função das deficiências do transporte escolar.
Além disso, muitos currículos estão desvinculados da realidades, das necessidades, dos valores e dos interesses dos estudantes, o que impede que o aprendizado se transforme em instrumento para o desenvolvimento do meio rural.
Como consequência desse descolamento da escola com o meio rural verifica-se um baixo nível de instrução e de acesso à educação.
A escolaridade média da população de 15 anos ou mais que vive na zona rural corresponde a quase metade do índice da população urbana.