Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

Criador da Lei de Responsabilidade elogia gestão fiscal do governo

Quarta, 04 de Maio de 2005 às 14:27, por: CdB

A gestão fiscal no governo Lula é avaliada positivamente por Martus Tavares, um dos tucanos responsáveis pela elaboração da Lei de Responsabilidade Fiscal, que comemora cinco anos nesta quarta-feira.

- O governo federal tem cumprido muito bem (a lei de responsabilidade fiscal) - disse Tavares, atual secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.

- Só que responsabilidade fiscal não se resume a elevadas metas de superávit - defendeu.

- O aumento de gastos, desde que sejam atendidas as metas, não é propriamente irresponsabilidade fiscal, é um problema de gestão - disse Tavares, em evento que comemorou o aniversário da Lei Complementar n. 101, nesta quarta-feira.

O presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, lembrou que nove ministros e secretários do atual governo votaram contra a proposta no Congresso Nacional, quando eram parlamentares da oposição.

- Ao ler a lista das votações, eu fiquei um pouco chocado, porque nove ministros do atual governo votaram contra a lei de responsabilidade de fiscal, inclusive o Palocci, ministro da Fazenda - disse Fernando Henrique.

Em 2000, quando o projeto proposto pelo governo FHC foi aprovado no Congresso, todos os deputados e senadores do PT seguiram a orientação do partido de votar contra a proposta. Antonio Palocci (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente), Ricardo Berzoini (Trabalho), Waldir Pires (Controladoria Geral da União), Nilmário Miranda (secretaria Especial de Direitos Humanos) e Jaques Wagner (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), que eram parlamentares, votaram pela rejeição da matéria. Além dos petistas, os ministros dos Esportes, Agnelo Queiroz (PCdoB), da Coordenação Política, Aldo Rebelo (PC do B), e de Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos (PSB), também votaram contra a lei.

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