Jorge Júnior
Repórter
A criação de um crematório em Juiz de Fora foi apontada, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira, 6 de julho, na Câmara Municipal da cidade, como solução para tentar resolver os problemas enfrentadas nos cemitérios da região. "O município possui 15 cemitérios e todos estão lotados", ressalta o vereador proponente da reunião Julio Carlos Gasparette (PMDB).
Para exemplificar a situação, o legislador destaca os principais terrenos na cidade. "O cemitério municipal tem 10,5 mil covas rasas, 150 mausoléus e 1,3 mil covas sendo construídas; o cemitério da Igreja da Glória tem 1,7 mil túmulos; o do Parque da Saudade, 15,5 mil jazigos e será criado mais 4,5 mil; o do bairro Grama possui 950 túmulos e o do bairro Igrejinha tem 600 túmulos. Já no bairro São Pedro, 120 jazigos estão ocupados, mas apenas 50 estão disponíveis e no bairro Valadares existem apenas 60 túmulos", enumera Gasparette.
"Existe uma proposta de construção de um cemitério vertical, com 40 mil lóculos, juntamente com um crematório na avenida Doutor Deusdedit Salgado. A licença já existe e está sendo estudada", afirma o subsecretário de Vigilância em Saúde, Ivander Mattos Vieira.
Uma outra proposta evidenciada pelo vereador foi a criação de um cemitério vertical, utilizando os mesmos modelos que são usados em São Paulo. "O cemitério municipal deveria paralisar 50% do terreno durante cinco anos e fazer essa construção. Acredito que o empreendimento iria melhorar a situação."
Morre William Jabour, ex-diretor-geral da Câmara MunicipalDepois de homenagens, corpo de Itamar Franco deixa JF e chega a BHMorre o ex-presidente Itamar Franco aos 81 anosCemitério municipalA situação do cemitério municipal também foi evidenciada na reunião. "Dos 3,7 mil velórios que acontecem na cidade, 3,3 mil são realizados no municipal", diz Gasparette. O maior problema do local, além da lotação, são as covas na parte alta do terreno.
"Quando alguém morre, a gente tem que subir um morro muito alto, debaixo de sol ou chuva, sendo que os corpos poderiam ser velados lá em cima." De acordo com o administrador do cemitério, Anderson Miranda, existe uma entrada no terreno pelo bairro Granbery, e nesta área existe espaço para a construção de capelas para velar os corpos, o que poderia resolver os transtornos.