Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Crescimento econômico exige mais energia do país

O crescimento econômico do país, as alterações no perfil de produção da indústria (hoje cada vez mais voltada para a autoprodução), o aumento da produtividade do setor e a ampliação das importações estão alterando a relação entre o desenvolvimento do país e a expansão do consumo de energia. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Abril de 2008 às 07:22, por: CdB

O crescimento econômico do país, as alterações no perfil de produção da indústria (hoje cada vez mais voltada para a autoprodução), o aumento da produtividade do setor e a ampliação das importações estão alterando a relação entre o desenvolvimento do país e a expansão do consumo de energia. Esta é uma das principais constatações do novo Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE, para o período 2008-2012, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

De acordo com o estudo, o maior crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB – soma de todas as riquezas produzidas no país), nos próximos dez anos não significará que o país tenha que aumentar seu consumo de energia acima do previsto.

- O plano capta uma alteração estrutural que está havendo no Brasil extremamente positiva – com o país do ponto de vista energético se aproximando das economias desenvolvidas. Ou seja: ele consegue crescer precisando de uma expansão não tão grande do consumo de energia - avaliou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

O executivo lembrou que, no passado, para um crescimento de 1 ponto percentual no PIB eram necessários 2 pontos percentuais no consumo de energia.

- Este percentual caiu para 1,5 ponto percentual, depois para 1,3 e atualmente você se aproxima de 1 ponto percentual – o que é muito próximo dos países em desenvolvidos - afirma.

Os dados divulgados pela EPE indicam que, em 2007, o consumo total de energia elétrica no Brasil (consumo da rede mais a autoprodução das empresas) cresceu 5,8%, taxa ligeiramente superior ao crescimento da economia – de 5,4% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

- Esse resultado traz implícitos importantes elementos de mudanças estruturais na economia nacional, como o aumento da eficiência no uso da energia em geral – em que se destaca a autoprodução de eletricidade, em função do maior aproveitamento da energia consumida nos processos industriais – e no uso de energia elétrica em particular - afirma o documento.

Tags:
Edições digital e impressa