Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Crescimento econômico abre espaço para aprovação da reforma tributária, diz ministro

Quinta, 24 de Julho de 2008 às 15:16, por: CdB

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil precisa aproveitar o atual momento de crescimento econômico para enfrentar alguns desafios, entre os quais a reforma tributária.

- Temos uma carga tributária muito alta e injustamente distribuída - disse ele, ao participar do Encontro de Notáveis, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, os governos anteriores não conseguiram promover a reforma tributária devido à falta de crescimento da economia e ao medo que tinham de perder receitas. Além disso, os empresários temiam que houvesse aumento ainda maior da carga de tributos.

- Hoje temos um quadro diferente. O Brasil está crescendo. A guerra fiscal chegou a um ponto que não dá mais para manter - destacou Paulo Bernardo. Ele afirmou que existe disposição para realizar a reforma, além do entendimento de que é preciso baixar a carga tributária.

- Precisamos simplificar.

Para o ministro, o exemplo da Lei da Micro e Pequena Empresa foi bom porque levou o governo a simplificar e aumentou a arrecadação. Por isso, ele acredita que é possível fazer uma reforma tributária, simplificadora, que diminua impostos.

- Ainda assim, os governos federal, estaduais e municipais vão arrecadar mais ainda, por causa do crescimento econômico. Acho que esse tem que ser o objetivo a perseguir.

De acordo com Paulo Bernardo, a proposta de reforma tributária que está no Congresso Nacional tem mais apoio do que crítica. Por essa razão, esse projeto não pode ficar engavetado, disse ele.

- Temos que falar, temos que pressionar, negociar. Acho que é perfeitamente possível votar na Câmara até setembro e até o fim do ano no Senado.

Se a reforma for aprovada até 2010, representará um avanço, afirmou o ministro.

- Não precisa valer para 2010. Podemos fazer uma reforma agora e aprovar no ano que vem para valer em 2014. Supera o medo dos políticos de perder a eleição. Joga para a frente, para 2014.

O que não pode, ressaltou Bernardo, é “ficar esperando a Polícia Federal fazer reforma política. Vai prender gente, vai dar todos esses escândalos. Nós temos que enfrentar isso e fazer.”


Tags:
Edições digital e impressa