O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou mais do que o estimado inicialmente no segundo trimestre, limitado pelo maior aumento de importações em 26 anos, mostrou um relatório do governo nesta sexta-feira. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu à taxa anualizada de 1,6%, informou o Departamento do Comércio, em vez da expansão de 2,4% calculada no mês passado. A economia norte-americana cresceu 3,7% nos primeiros três meses do ano. Porém, a leitura ficou um pouco acima das expectativas de analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters, que previam uma revisão do PIB para 1,4%. – Não há dúvida de que nós estamos perdendo velocidade na recuperação econômica. Mas se nós definirmos recessão como dois os mais trimestres consecutivos de declínio do PIB, eu acho que não vamos chegar a isso. Nós veremos um padrão em que podemos ter declínio do PIB em um trimestre, seguido de ganhos menores no trimestre seguinte – disse Robert Dye, economista sênior da PNC Financial Services, em Pittsburgh. O crescimento do trimestre foi reprimido pela alta de 32,4% das importações, a maior desde o primeiro trimestre de 1984, ofuscando o aumento de 9,1% das exportações. Isso criou um déficit comercial que tirou 3,37 pontos percentuais do PIB, a maior subtração desde o quarto trimestre de 1947. A contribuição menor dos estoques empresariais também restringiu a produção econômica. Os estoques subiram apenas US$ 63,2 bilhões, e não US$ 75,7 bilhões da leitura preliminar, contribuindo com apenas 0,63 ponto percentual à expansão. Excluindo estoques, a economia cresceu 1%, contra estimativa preliminar de 1,3%. Expansão do consumo Houve alguns pontos positivos no relatório, com a expansão do consumo privado sendo revisada de 1,6% para 2%. O gasto do consumidor subiu 1,9% no primeiro trimestre. O desemprego persistentemente alto prejudicou os gastos pessoais, que normalmente representam 70% da atividade econômica dos EUA. A contribuição dos gastos ao PIB do último trimestre foi de 1,38 ponto percentual. Apesar de relutarem para contratar novos funcionários, as empresas norte-americanas não economizaram em equipamentos e softwares, o que também contribuiu ao aumento das importações.O crescimento do investimento empresarial foi revisado de 17% para 17,6%, o maior acréscimo desde o primeiro trimestre de 2006. Os gastos com equipamentos e softwares foi o mais forte desde o quarto trimestre de 1983. O crescimento da construção de novas moradias foi revisado levemente, de 27,9 para 27,2. O setor, que pesou sobre o PIB do primeiro trimestre, foi estimulado pelo avanço da atividade de construção, incentivada, por sua vez, pelo popular crédito tributário que expirou em abril. A taxa de alta ainda foi a maior desde o terceiro trimestre de 1983. O investimento residencial havia diminuído 12,3% no primeiro trimestre. O PIB norte-americano também mostrou que os lucros corporativos subiram 2,9% no segundo trimestre, depois da alta de 5,8% nos primeiros três meses do ano.
PIB dos EUA desacelera mais do que o estimado
O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou mais do que o estimado inicialmente no segundo trimestre, limitado pelo maior aumento de importações em 26 anos, mostrou um relatório do governo nesta sexta-feira.
Sexta, 27 de Agosto de 2010 às 10:52, por: CdB