Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

Crescimento do crédito ajuda economia nacional, defende Palocci

Terça, 17 de Maio de 2005 às 12:06, por: CdB

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, sinalizou nesta terça-feira que o governo continuará sustentando a política de crédito consignado (os empréstimos concedidos aos trabalhadores com desconto das parcelas em folha de pagamento). Ele defendeu a medida como um instrumento importante para o crescimento econômico, embora reconheça que a entrada em circulação de um volume maior de dinheiro no mercado provoque uma pressão inflacionária.

- No curto prazo isso causa pressão na política monetária, mas no médio e longo prazo ajuda e não vamos a partir disso piorar o país, o que temos que fazer é combater a inflação - disse ele, logo após discursar em um encontro de investidores luso-brasileiros, na sede da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

De acordo com a análise de Palocci, há um equívoco nas interpretações que, imediatamente, associam esses empréstimos à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em torno da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 19,5% ao ano. Mas, conforme, apontou tem sido positivo esse aumento do poder de compra com demandas em expressivos segmentos como na área da construção civil.

Ele também demonstrou que as críticas desfechadas contra a política de austeridade deixam de levar em conta os resultados que esse aperto monetário podem trazer de positivos à Nação. Em seu entender, projeções de investimentos no médio e longo prazos deverão considerar os efeitos dessa ação. Palocci fez, inclusive, um apelo para a reflexão das partes envolvidas da sociedade quanto ao envio do projeto do executivo em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O ministro argumentou que o governo tem a intenção de criar políticas de desenvolvimento não restritas a curto prazo, mas para os próximos três anos.

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