O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, registrou expansão de 5,8% no primeiro trimestre deste ano. O índice cresceu 0,7% na comparação com o trimestre anterior. Em valores reais, o PIB alcançou R$ 665,5 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que destacou o crescimento da indústria de 1,6% e do setor de serviços, também de 1,6%. Por outro lado, o instituto registrou queda no setor agropecuário (-3,5%).
O resultado veio acima do previsto por economistas e analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central em pesquisa publicada no Boletim Focus, sempre às segundas-feiras. Conforme divulgou o BC, na última edição do relatório, o mercado aguardava crescimento de 5,66% no primeiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Ainda segundo o BC, a economia brasileira terminaria o ano com crescimento de 4,77%. Para 2009, o mercado financeiro prevê uma expansão de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.
O volume de investimento, medido pela taxa de formação bruta de capital fixo, subiu 15,2% de janeiro a março, ante igual período de 2007. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, o aumento foi de 1,3%. O destaque da economia brasileira no início de 2008 ficou por conta da indústria, que cresceu 6,9% em relação ao primeiro trimestre de 2007. Na comparação com o quarto trimestre, a indústria teve expansão de 1,6%.
O setor de serviços contabilizou um crescimento de 5% frente ao primeiro trimestre do ano passado e de 1% em relação ao quarto trimestre de 2007. O setor agropecuário cresceu 2,4%, na comparação com o período de janeiro a março do ano passado. Em relação ao último trimestre de 2007, a agropecuária teve queda de 3,5%.
O consumo das famílias também cresceu, na ordem de 6,6%, no primeiro trimestre, comparado a igual período em 2007, e 0,3% em paralelo com o período entre outubro e dezembro do ano passado. É o 18º mês consecutivo de crescimento do consumo familiar no país. No setor externo, as exportações de bens e serviços declinaram 2,1%, e as importações cresceram 18,9%. Desde 2006, o crescimento das exportações é menor do que o das importações.