No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quarta-feira, o Banco Central (BC) manteve em 4%, a projeção para a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006. O documento traz, em junho, o mesmo patamar previsto nas edições de dezembro de 2005 e de março de 2006. Segundo o BC, a economia avançou no primeiro trimestre de 2006 e no começo do segundo trimestre, "confirmando o cenário" de continuidade do crescimento já esperado.
"A demanda interna responde integralmente pelo atual dinamismo da atividade, com alta expressiva tanto dos investimentos quanto do consumo" , diz o Relatório. "A forte recuperação dos investimentos reflete, fundamentalmente, as boas perspectivas para o crescimento da economia, constituindo-se em fator importante de sustentação para o crescimento no médio e longo prazos", continuou o documento. O BC também menciona a expansão da massa salarial e a queda dos juros como fatores que alimentam a perspectiva de aumento do PIB no resto do ano. As exportações, por sua vez, permanecem em " trajetória de expansão", diz o BC, que observou ainda a "contribuição negativa " da demanda externa para o crescimento nos primeiros meses de 2006.
Segundo o Banco Central, está mantida a confiança na estimativa de crescimento, apesar da volatilidade crescente nos mercados internacionais.
"Embora um cenário de continuidade das elevações nas taxas de juros norte-americanas possa elevar a volatilidade de alguns indicadores domésticos, os fundamentos atuais da economia brasileira, expressos na estabilidade de preços, nos superávits em transações correntes e na melhora do perfil da dívida pública, constituem uma contenção à propagação desses eventuais efeitos" , informa o documento.