Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Crescimento brasileiro influencia a o continente

Se a economia brasileira continuar crescendo em ritmo acelerado, os ratings soberanos de outros países na região podem sofrer impacto positivo no médio prazo, considerou a agência de classificação de risco Moody's em relatório divulgado nesta segunda-feira.

Segunda, 13 de Setembro de 2010 às 13:34, por: CdB

Se a economia brasileira continuar crescendo em ritmo acelerado, os ratings soberanos de outros países na região podem sofrer impacto positivo no médio prazo, considerou a agência de classificação de risco Moody's em relatório divulgado nesta segunda-feira. – O Brasil não é a China da América Latina (...) no entanto, se o desempenho econômico do Brasil se tornar ainda mais um motor regional ao longo dos próximos anos, os países vizinhos sentirão os efeitos positivos no fortalecimento de seus ratings soberanos – disse o analista Sergio Valderrama. Segundo ele, o crescimento brasileiro estimula a abertura de comércio na América Latina, que cresceu de cerca de 40 por cento do PIB no final dos anos de 1990 para 55 por cento entre 2006 e 2009, o que ainda está abaixo dos 110 por cento da Ásia. – O boom econômico ocorrendo no Brasil aumentou a estabilidade macroeconômica em outros países da América do Sul, e a melhor perspectiva de crescimento de médio prazo pode ter efeitos positivos diretos e indiretos, devido a grande escala de sua economia – segundo Valderrama. Os impactos diretos do Brasil em seus vizinhos, diz Valderrama, incluem a maior troca de bens e serviços assim como os investimentos diretos. Já as influências indiretas incluem um sentimento otimista dos mercados financeiros internacionais em relação à região e o fato do Brasil representar um modelo de boas políticas econômicas. Superávit No compasso do crescimento econômico, a balança comercial registrou superávit de US$ 159 milhões na segunda semana de setembro, resultado de US$ 3,088 bilhões em exportações e de US$ 2,929 bilhões em importações. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Nas duas semanas do mês, as exportações somam US$ 5,704 bilhões e as importações, US$ 5,407 bilhões. Com isso, o superávit comercial do período é de US$ 297 milhões, no período. De janeiro até a segunda semana de setembro, o superávit comercial é de US$ 11,981 bilhões, 42% menor do que o registrado em igual período de 2009 (US$ 20,678 bilhões). No acumulado deste ano, as exportações somam US$ 131,8 bilhões e as importações, US$ 119,819 bilhões.

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