Como o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) já reincidiu várias vezes em suas declarações intolerantes contra negros, mulheres, homossexuais e minorias, e nada lhe aconteceu, ele resolveu agora intensificar sua escalada racista, preconceituosa e discriminatória, depois de ter agredido a cantora Preta Gil no início da semana.
No decorrer da semana, ante a repercussão de sua agressão à cantora, o deputado cometeu o que se diz emenda pior que o soneto: negou ter acusado a população negra de promíscuia e disse que com essa acusação se referia aos homossexuais. Há dois dias assinalou estar "se lixando" para os gays e um dia depois (ontem) acusou o Ministério da Educação (MEC) de estimular o homossexualismo.
Agora já chegam a 4 o número de representações apresentadas à Corregedoria da Câmara contra a intolerância do deputado. Mas, como já houve manifestações de intenção de processá-lo antes e não o fizeram e agora, se ocorrer, é um processo moroso, Bolsonaro continua impune e surgem outros intolerantes.
Manifestações de intolerância as mais malucas estão surgindo, por exemplo, na internet. Agora foi o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) que escreveu no twitter que os africanos "descendem de ancestrais amaldiçoados por Noé" e que os homossexuais têm "podridão de sentimentos" e "levam ao ódio, ao crime e à rejeição". Ele é pastor da Assembleia de Deus há anos e deputado em 1º mandato, eleito pela Igreja.
Até quando estes crimes ficarão impunes e teremos de tolerar estes criminosos? Se a Câmara, os partidos desses deputados e o país, enfim, não reagirem a essas manifestações de racismo e preconceitos condenadas pela Constituição, estarão, na prática revogando os mandamentos legais que garantem no Brasil a igualdade perante a lei e condenam o racismo e o preconceito - a partir, como eu disse, da própria Carta Magna.
Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026
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