Decorrido um ano da transferência dos vôos do Santos Dumont, o Aeroporto Internacional Tom Jobim registrou de janeiro a julho um crescimento de 69,23% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com os dados divulgados pela Infraero, foram 2.947.263 em 2004 contra 4.987.685 em 2005.
Com esse resultado, o aeroporto consolida-se como o principal portão de entrada do estado e um dos mais importantes do país. Segundo previsão da Infraero, até o fim do ano deverá movimentar 8,5 milhões de passageiros, aproximando-se de seu melhor momento, por ocasião da Rio-92, quando registrou quase oito milhões de passageiros.
A boa nova foi comemorada pelo secretário de Turismo, Sérgio Ricardo de Almeida.
- A volta dos vôos foi uma das etapas mais importantes do movimento de revitalização do aeroporto, um esforço conjunto dos três níveis de governo, das companhias aéreas e do setor privado - disse.
- Aguardamos agora a contrapartida do governo federal. O Rio precisa de mais vôos internacionais. Um bom começo será o estudo de um novo balanceamento das linhas aéreas desse eixo, hoje concentradas maciçamente em São Paulo. Para isso, é preciso redirecionar alguns vôos de Guarulhos para o Tom Jobim.
O secretário acrescenta que não é possível que a cidade brasileira que mais recebe turistas estrangeiros perca mais de dois mil passageiros novos por mês por falta de mais vôos diretos. No ano passado, segundo o último levantamento da Embratur, dos 4,8 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil, 40% vieram ao Rio.
Os vôos do Aeroporto Santos Dumont, à exceção dos regionais e da ponte-aérea Rio-São Paulo, foram transferidos para o Tom Jobim em 29 de agosto de 2004. Na ocasião, o aeroporto internacional movimentava apenas seis mil passageiros, uma ociosidade gritante para uma estrutura com capacidade operacional de 15/18 milhões de passageiros-ano, da qual apenas um terço era usado. A partir da mudança, o movimento passou para mais de 20 mil passageiros por dia. Outro fato auspicioso é que, com esse aumento, foram gerados mais 500 empregos e a receita do comércio varejista cresceu 20%.
Com o aumento do número de aeronaves, também cresceu no período a movimentação de carga aérea, que passou de 12,963 mil toneladas para 13,535 mil toneladas, um índice de mais 4,4%. De acordo com a Infraero, o aeroporto vai ganhar brevemente um terminal de exportação. Para o secretário de Turismo, isso terá reflexos positivos na economia do estado.
- Será mais um reforço na pauta de exportação do Estado do Rio, que registrou um crescimento de 30% no bimestre-junho-julho, segundo a Firjan - conclui.