Rio de Janeiro, 21 de Março de 2026

Cresce número de vírus disseminados por vídeos na <i>intenet</i>

Cresce cada vez mais o número de vírus ligados aos vídeos online, de acordo com alerta feito por empresas de segurança na internet. As empresas dizem que vêm recebendo mais reclamações de vírus acoplados a codecs, os decodificadores necessários para leitura de alguns formatos de vídeo. Alguns dos decodificadores contaminados permitem que o usuário rode vídeos da rede, para então atacar o computador com spyware, softwares que ficam escondidos na máquina, muitas vezes sem o conhecimento do dono, e podem fornecer informações do usuário para terceiros.

Quarta, 01 de Novembro de 2006 às 15:03, por: CdB

Cresce cada vez mais o número de vírus ligados aos vídeos online, de acordo com alerta feito por empresas de segurança na internet. As empresas dizem que vêm recebendo mais reclamações de vírus acoplados a codecs, os decodificadores necessários para leitura de alguns formatos de vídeo. Alguns dos decodificadores contaminados permitem que o usuário rode vídeos da rede, para então atacar o computador com spyware, softwares que ficam escondidos na máquina, muitas vezes sem o conhecimento do dono, e podem fornecer informações do usuário para terceiros.

Esse tipo de decodificador também pode instalar adwares, programas que mostram uma propaganda no computador contaminado e enviam informações sobre os hábitos de navegação do internauta.

Segundo David Robinson, chefe da empresa Norman Sandbox na Grã-Bretanha, além de decodificadores individuais, os vírus estão aparecendo também em softwares que oferecem vários tipos de codecs juntos. Muitas vezes, o download é aprovado pelo sistema antivírus. Mas, uma vez instalado, o decodificador acessa outros sites que infectam o computador.

Para Robinson, o crescimento do número de decodificadores contaminados é apenas mais um exemplo de como criminosos modernos avançaram desde os dias em que um vírus só era transmitido através de e-mails. Hoje em dia os hackers, segundo ele, mantêm uma gama variada de métodos de ataque. Sites como o YouTube e o Revver têm processos mais simples e não requerem decodificadores.

Mas, para David Emm, consultor de tecnologia da empresa de antivírus Kaspersky Labs, é apenas uma questão de tempo até que os hackers comecem a infectar vídeos desses sites.

- O YouTube é, quase por definição, desregulado -, disse Emm.

Já há relatos de empresas de spyware usando a popularidade de clipes inicialmente postados no YouTube ou no MySpace para infectar mais computadores.

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