Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Cresce imagem negativa sobre o Brasil no mundo, segundo pesquisa

A imagem positiva do Brasil subiu levemente entre 2012 e 2013, mas aumentou também o percentual de pessoas que acreditam que o país tem uma influência predominantemente negativa no mundo, informa uma pesquisa do Serviço Mundial da agência britânica de notícias BBC.

Quinta, 23 de Maio de 2013 às 07:02, por: CdB
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Imagem positiva do país aumentou, mas a negativa também
A imagem positiva do Brasil subiu levemente entre 2012 e 2013, mas aumentou também o percentual de pessoas que acreditam que o país tem uma influência predominantemente negativa no mundo, informa uma pesquisa do Serviço Mundial da agência britânica de notícias BBC. Segundo o levantamento Country Ratings Pool, feito com 26,3 mil pessoas em 25 países, uma média de 46% dos entrevistados (contra 45% no ano anterior) dizem ter percepções positivas da influência do Brasil no mundo. Dezenove dos países pesquisados veem o Brasil positivamente. Ao mesmo tempo, porém, cresceu de 18% para 21% a porcentagem de visões negativas sobre o Brasil. Com isso, o país fica em sétimo lugar em um ranking com outras 16 nações e a União Europeia. - A visão geral sobre o Brasil é menos favorável do que era em 2012, por conta do aumento nas classificações negativas - diz o levantamento. Os países mais bem vistos são a Alemanha (que, segundo 59% dos entrevistados, tem influência positiva), o Canadá e a Grã-Bretanha (ambos com 55% de percepção positiva). No outro extremo do ranking está Irã: 59% dos entrevistados veem o país como uma influência negativa e apenas 15% como positiva. O país persa é seguido por Paquistão, Coreia do Norte e Israel, com índices similares entre si. A pergunta feita aos entrevistados sobre cada país era se ele achava que sua influência no mundo era "predominantemente positiva" ou "predominantemente negativa". Declínio geral A avaliação da GlobeScan, empresa responsável pela pesquisa, é de que a percepção do público piorou em relação à maioria dos países. E a culpa parece ser do cenário econômico desfavorável. - Parece estar crescendo a frustração com os governos (dos países pesquisados), já que, passados quase cinco anos desde o início da crise financeira, eles parecem incapazes de tirar suas economias da depressão - diz Sam Mountford, diretor da GlobeScan. A percepção positiva sobre a União Europeia, por exemplo, está em um de seus patamares mais baixos (49%). Os EUA também viram sua imagem piorar (de 47% para 45%) e ficaram abaixo do Brasil no ranking. A China e a Índia perderam, respectivamente, oito e seis pontos percentuais em percepção positiva em relação à pesquisa do ano passado e estão entre os países com a maior deterioração de imagem sob os olhos dos entrevistados. - O prestígio de China e Índia havia crescido pelo fato de (os países) terem desafiado a retração econômica, mas isso parece ter mudado com as taxas de crescimento mais lentas e a percepção de ampla corrupção - opina Steven Kull, diretor da PIPA, empresa corresponsável pelo estudo. Olhares sobre o Brasil A desaceleração econômica também parece estar por trás do aumento da percepção negativa sobre o Brasil. - A impressão das pessoas é de que o país não está representando, assim como outros emergentes, uma alternativa para o crescimento da economia global em meio ao cenário de recessão nos países ricos - afirmou Mountford à BBC. O Brasil é o país é mais bem visto pelos entrevistados do Chile (73% deles com percepção positiva a respeito do país), Peru (65%), Nigéria (62%) e Gana (60%). E os brasileiros também se veem com bons olhos: 77% dos entrevistados daqui acham que o país tem uma influência positiva no mundo, contra 7% que a veem como negativa. Mas australianos e alemães têm os maiores índices de percepção negativa sobre o Brasil. A percepção tampouco é muito positiva entre os países Bric (Rússia, China e Índia). - Declinaram na China a visão positiva do público sobre o Brasil, para 34%, uma queda de sete pontos percentuais. É a menor proporção de percepção positiva dada pelos chineses à influência brasileira desde que a pesquisa começou, em 2008 - informa o levantamento. O estudo foi feito entre dezembro de 2012 a abril de 2013. No Brasil, a pesquisa de opinião foi feita em nove capitais.
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