Apesar do amadurecimento do consumidor perante a facilidade de acesso ao crédito, ainda é necessário que ele tenha maior cuidado e precaução para evitar o endividamento e o desequilíbrio das contas.
É o que mostrou a pesquisa mensal da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo, que em abril apontou alta de 11,42% do indicador de cheques sem fundos em comparação com o mesmo período do ano passado.
Em 2007, o índice de abril atingiu a casa de 2,83%, contra os 2,54% obtidos em 2006. Porém, quando comparado ao mês de março (3,41%), o estudo apontou queda de 17,01%.
"O consumidor deve estar atento e controlando seus gastos com bastante cautela, já que a grande oferta de crédito que o mercado vem passando ainda é muito recente e o processo de como lidar com este crédito e controlar a inadimplência precisam ser aperfeiçoados ainda mais.
As facilidades de compra que o varejo e o mercado oferecem tornam a condição bastante propensa para o endividamento", explicou José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque, por meio de comunicado.
Entre os 19 estados pesquisados pela Telecheque, 13 apresentaram alta no comparativo anual. O Rio Grande do Norte registrou a elevação mais expressiva, chegando a 188,64%. Ele foi seguido por Maranhão, Pernambuco e Paraíba, estados onde a elevação da inadimplência foi de 169,96%, 124,18% e 107,59%, respectivamente.
Além de registrarem as maiores altas na comparação anual, os quatro Estados se destacaram com os maiores indicadores de inadimplência. Em abril, o Maranhão obteve 7,10% de transações com cheques sem fundos.
Os outros piores índices foram verificados na Paraíba, com 6,29%, Pernambuco, onde o indicador ficou em 5,47%, e Rio Grande do Norte, com 5,08%.