Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Cremerj recomenda prorrogação maior das férias escolares

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) está recomendando um prolongamento maior das férias escolares nas redes pública e privada até que o frio diminua e seja reduzida a incidência da influenza A (H1N1) - gripe suína.(Leia Mais)

Quarta, 05 de Agosto de 2009 às 07:03, por: CdB

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) está recomendando um prolongamento maior das férias escolares nas redes pública e privada até que o frio diminua e seja reduzida a incidência da influenza A (H1N1) - gripe suína.

A preocupação com o alto índice de mortalidade levou o Cremerj a realizar, na noite dessa terça-feira, o Fórum sobre o Vírus Influenza A (H1N1). O fórum teve a participação de representantes das secretarias estadual e municipal e do Ministério da Saúde.

Voltado para especialistas nas áreas de infectologia, pediatria, geriatria e obstetrícia, o encontro debateu temas como a política para controle e tratamento dos casos de gripe A e sua evolução epidemiológica no estado do Rio.      

O presidente do Cremerj, Luiz Fernando Soares Moraes, explicou que a recomendação de adiar o retorno às aulas pelo menos até o próximo dia 17 deve-se ao fato de a doença ainda estar bastante disseminada na capital.

– O tempo está frio e entendemos que a aglomeração das crianças pode ser um fator de agravamento do quadro – disse. 

Para o presidente do Cremerj, dentro do possível, os governos estão adotando as medidas cabíveis.

– Está se tentando de tudo para resolver o problema, mas precisaremos de tempo bom para reduzir a incidência da gripe. Nós estamos vivendo esta epidemia - que ainda não está sobre controle, principalmente porque o tempo encontra-se frio em muitas partes do país por causa do inverno – o que afeta principalmente os idosos, as crianças e as gestantes – disse Luiz Fernando Morais.             

Ele negou que o conselho tenha demorado a tomar a decisão de mobilizar a classe para discutir a doença.

– O Cremerj está fazendo no tempo correto. Ele, primeiro, precisava ouvir os atores envolvidos, avaliar a situação e entende, por outro lado, que as medidas tomadas pelas secretarias estadual e municipal vêm sendo adequadas para a crise. O que estamos dando é uma contribuição a mais para a solução do problema – explicou.

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