A Argentina abre esta semana conversações com os credores privados de sua dívida de 88 bilhões de dólares, mas os detentores dos bônus disseram que as negociações estão fadadas ao fracasso a menos que o governo se mostre flexível.
A Argentina ofereceu pagar apenas 25 centavos por cada dólar de sua dívida em ``default'', mas os credores querem no mínimo 65 centavos.
O governo convidou cerca de duas dúzias de grupos de investidores para reuniões entre 24 de março e 16 de abril. O país encontra-se sob pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para melhorar sua oferta de reestruturação.
- Está é uma reunião para ver se o governo está tendo esses encontros puramente por pressão do FMI ou por entender que é hora de negociar - disse Eduardo de la Fuente, secretário de um grupo de credores locais.
Outro grupo credor local, o ``Association of Savers of the Argentine Republic'', também está cauteloso.
- Nós não sabemos se haverá negociação ou se eles vão apenas escutar. Vamos para tentar mudar a postura (do governo). Temos uma proposta e queremos começar a negociar. Até agora não houve negociação - afirmou Carlos Vaez Silva, porta-voz do grupo.