Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

<i>Crédito verde</i> pode estimular mercado do carbono

Sexta, 17 de Outubro de 2008 às 09:11, por: CdB

A criação de créditos comercializáveis para a preservação de florestas, manguezais e espécies ameaçadas deve atrair cada vez mais investidores interessados em combater o aquecimento global, diz o diretor de um mercado neozelandês de créditos de carbono.

O mercado do carbono, que já movimenta mais de 60 bilhões de dólares por ano, permita que empresas comprem créditos relativos a projetos de controle climático de países em desenvolvimento, como forma de compensar suas próprias emissões acima de determinados limites.

Mas há também uma crescente demanda por projetos de preservação e recuperação de florestas, rios e ecossistemas. Em troca disso, os responsáveis vendem créditos, o que pode representar um expressivo crescimento para o mercado das emissões, em busca de novos produtos.

– Isso não diz respeito só à biodiversidade em termos de plantas – disse na quinta-feira Mark Franklin, presidente-executivo da agência TZ1.

– Mesmo a biodiversidade de espécies e da água serão grandes questões no futuro, então estamos procurando produtos em todas essas áreas – disse.

A TZ1 é muito ligada à NZX, que opera a Bolsa neozelandesa. A empresa pretende lançar formalmente a sua própria Bolsa de carbono usando a infra-estrutura da NZX, até o primeiro trimestre de 2009.

A TZ1 também administra um dos quatro registros globais para o padrão voluntário do carbono, criado por entidades internacionais e ambientais para medir as emissões de carbono e convertê-las em unidades comercializáveis.

– Um crédito da biodiversidade é um pouco como a compensação de emissões, mas é algo para alguém que esteja disposto a investir para os propósitos da próxima geração – disse Franklin.

– É incrível como isso já está acontecendo agora, com boa-vontade e dando dinheiro para boas causas, e não como uma iniciativa comercial que tem um retorno – disse ele à Reuters em Auckland.

De acordo com Franklin, os esquemas de conservação do crédito devem durar por cerca de 50 anos para serem atraentes.

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