Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Crédito, embora mais caro, volta a irrigar a economia brasileira

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,367 trilhão em outubro, um aumento de 1,4% no mês e de 15,3% em 12 meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, pelo Banco Central (BC). (Leia Mais)

Quarta, 25 de Novembro de 2009 às 11:31, por: CdB

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 1,367 trilhão em outubro, um aumento de 1,4% no mês e de 15,3% em 12 meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, pelo Banco Central (BC). Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, o crédito chegou a 45,9%, contra 45,7% em setembro e 39,5% em outubro de 2008.

“A expansão do crédito prossegue em gradual recuperação, favorecida pela evolução positiva dos indicadores do mercado de trabalho e pela retomada da atividade econômica, que repercutem favoravelmente nas decisões de consumo e investimento”, diz a nota do BC.

O aumento nas novas concessões de crédito no Brasil chegou a 0,3% em outubro sobre setembro, na comparação da média diária. Ainda segundo o BC, a inadimplência ficou estável em 5,8% em outubro. O spread bancário médio permaneceu em 26 pontos percentuais.

Os juros de empréstimos bancários, no entanto, voltaram a subir em outubro pela primeira vez desde novembro de 2008. A taxa de juros média ficou em 35,6% ao ano em outubro, contra 35,3% a.a. em setembro. É a maior taxa desde julho deste ano.

Os juros médios de financiamentos para pessoas físicas também subiram 0,6 ponto percentual e ficaram em 44,2% ao ano em outubro, contra 43,6% ao ano em setembro, quando foi registrado o menor nível da série histórica do Banco Central, iniciada em 1994. É também a maior taxa desde julho. Em outubro de 2008, a taxa chegou a 54,8%.

Os juros de empréstimos para pessoas jurídicas também subiram, passando de 26,3% ao ano em setembro para 26,5% a.a. em outubro, maior taxa desde julho. O estoque total das operações de crédito no país cresceu 1,4%, a R$ 1,367 trilhão, o equivalente a 45,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Por setores

Ainda segundo a nota do BC, "os créditos ao setor privado, contempladas as operações com recursos livres e direcionados, somaram R$1.311 bilhões em outubro, registrando expansões de 1,4% no mês e de 12,7% em doze meses. Sobressaíram no mês os empréstimos destinados ao comércio, saldo de R$130,4 bilhões e aumento de 2,2%, os financiamentos habitacionais, saldo de R$85,3 bilhões e expansão de 3,1%, e o crédito rural, que somou R$113,6 bilhões, registrando alta de 2,5% no mês, com ênfase em recursos para custeio".

No setor público, a dívida bancária, em outubro, situou-se em R$55,5 bilhões, "com acréscimo mensal de 1,8%. Tal evolução refletiu o crescimento de 3,2% nos financiamentos destinados aos governos estaduais e municipais, que totalizaram R$22,4 bilhões, com destaque para a concessão de recursos para as áreas de saneamento básico e habitação popular. O saldo dos empréstimos ao governo federal atingiu R$33,1 bilhões, com expansão de 0,9% em relação a setembro, concentrada em operações com empresas do setor de energia", acrescentou a nota.

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