Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Crédito aumenta e, junto, a inadimplência

As novas concessões de crédito no Brasil subiram 3,6% em junho ante maio, enquanto a inadimplência aumentou 0,2 ponto percentual no mesmo período deste ano, para 5,7%, informou o Banco Central em comunicado, nesta terça-feira. O estoque total das operações de crédito no país cresceu 1,3% em junho, a R$ 1,278 trilhão, o equivalente a 43,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em maio, essa relação era de 43,2%. A inadimplência das pessoas físicas manteve-se em 8,6% em junho. Perspectiva é de estabilização no curto prazo

Terça, 28 de Julho de 2009 às 09:01, por: CdB

As novas concessões de crédito no Brasil subiram 3,6% em junho ante maio, enquanto a inadimplência aumentou 0,2 ponto percentual no mesmo período, para 5,7%, informou o Banco Central nesta terça-feira. O estoque total das operações de crédito no país cresceu 1,3% em junho, a R$ 1,278 trilhão, o equivalente a 43,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em maio, essa relação era de 43,2%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a perspectiva é de estabilização da inadimplência no curto prazo.

– Em três meses, o dado já deve mostrar uma tendência de queda – prevê.

Ele destacou que a inadimplência no caso das pessoas físicas já está se estabilizando. Para as pessoas jurídicas, a situação ainda reflete a escassez de crédito provocada pela crise global.

– O crédito cessou e as empresas enfrentam dificuldade de rolagem – disse.

A inadimplência das pessoas físicas manteve-se em 8,6% em junho. Já os empréstimos para pessoas jurídicas apresentaram o sétimo aumento mensal seguido, para 3,4%. Altamir comentou ainda que, com o alívio na inadimplência, abre-se espaço para redução do juro ao tomador final. Segundo ele, o custo de captação dos bancos já caiu muito, mas o spread bancário aumentou justamente por conta da inadimplência.

No mês passado, o spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes, teve baixa de 0,9 ponto percentual, para 27,2 pontos percentuais.

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