Rio de Janeiro, 15 de Outubro de 2026

Crédito ao consumidor sobe e atinge 39% do PIB brasileiro

O volume de crédito do sistema financeiro brasileiro chegou a R$ 1,148 trilhão, em setembro, o que corresponde a 39,1% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. (Leia Mais)

Quarta, 22 de Outubro de 2008 às 10:32, por: CdB

O volume de crédito do sistema financeiro brasileiro chegou a R$ 1,148 trilhão, em setembro, o que corresponde a 39,1% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em agosto, essa relação era de 37,9%. A projeção do Banco Central é chegar ao final do ano em 40% do PIB. As informações, divulgadas nesta quarta-feira, são do BC. Os clientes bancários estão pagando mais caro pelo crédito. A taxa de juros anual para as famílias subiu de 52,1% para 53,1% e para as empresas permaneceu em 28,3% de um mês para outro.

A taxa do cheque especial continua sendo a mais alta – 170,2% ao ano –, sendo que em agosto era de 166,4% ao ano. A do crédito pessoal, que inclui operações de consignado em folha, ficou em 56,3%, em setembro, contra 54,5% ao ano no mês anterior. A inadimplência recuou de 4,2% para 4%, no geral. Para as pessoas físicas, caiu de 7,5% para 7,3% e para as empresas, de 1,7% para 1,6%. O percentual leva em conta atrasos acima de 90 dias.

Os prazos médios de financiamentos em dias corridos de agosto para setembro aumentou tanto para as empresas quanto para as famílias, passando de 470 para 480 e de 372 para 378, respectivamente. Nos últimos 12 meses encerrados em setembro, a taxa de crescimento das operações de crédito no país atingiu 34,0%, um avanço em relação à taxa acumulada até agosto, de 31,8%.

Os empréstimos efetuados com recursos livres, que respondem por 71,9% do total do sistema financeiro, totalizaram R$ 826 bilhões, em setembro. Desde a metade de setembro, os mercados de crédito globais praticamente congelaram, o que forçou governos ao redor do mundo a adotar medidas excepcionais para injetar recursos e garantir o funcionamento das operações de crédito.

No Brasil, o governo adotou uma série de medidas, entre elas leilões de moeda estrangeira voltados especificamente para o financiamento de operações do comércio exterior. O aumento do crédito em setembro foi acompanhado de uma elevação na taxa média de juro praticada pelas instituições no período. De acordo com os dados apurados pelo BC, a taxa média de juro em setembro ficou em 40,4% ao ano, ante 40,1% em agosto.

Para as empresas, os bancos cobraram, em média, um juro de 28,3%, mesmo patamar de agosto. Para as pessoas físicas, a taxa em setembro ficou em 53,1%, ante 52,1% no mês anterior.

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