O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que o combate ao crack não depende apenas da polícia. Ele espera que outras instituições apresentem soluções de continuidade para o problema. Segundo ele, há necessidade de medidas concretas e objetivas para combater a droga.
O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que o combate ao crack não depende apenas da polícia. Ele espera que outras instituições apresentem soluções de continuidade para o problema.
O secretário participou nesta terça-feira de um seminário, no Centro do Rio, que discute novas medidas de combate ao crack.
– Não podemos ficar discutindo eternamente. Há necessidade de medidas concretas e objetivas para combater o crack. Não adianta ficar discutindo por muito tempo enquanto existem pessoas doentes. O atendimento a essas pessoas não se esgota na polícia, e também depende de outras instituições. Precisamos de soluções de continuidade –, disse o secretário.
Representantes das polícias Civil e Militar, do Instituto de Segurança Pública, da Fiocruz e da Secretaria de Assistência Social vão apresentar novas medidas e discutir objetivos do combate ao crack e do auxílio a pessoas viciadas na droga. O seminário é direcionado a agentes civis e militares, bombeiros e guardas municipais.
– Precisamos dar uma resposta para a sociedade. Não precisa ser uma resposta certa. Se errarmos, vamos corrigir. O desafio é executar. Não adianta recolher pessoas da rua e não dar continuidade ao trabalho –, acrescentou Beltrame.
Na Baixada Fluminense, as "tribos de cracudos", como são chamados nas ruas, estão espalhados por todos os lugares. Nos acessos das favelas, nos becos, nas ruas ou nas praças de Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Vilar dos Teles, São Mateus, Nilópolis, Mesquita e outras localidades da região.
O aumento no consumo da droga, que é feita a partir da mistura e queima da pasta base de cocaína com bicarbonato de sódio e amoníaco com água destilada , impressiona os profissionais que atuam na área, que acreditam que o Estado vive diante de um aumento vertiginoso de casos de usuários de crack.
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