A presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, Marisa Serrano (PSDB-MS), afirmou que os depoentes passarão a ser convocados, e não mais convidados para a CPI. A mudança já valerá para o requerimento que será votado nesta quarta-feira, convocando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff para prestar esclarecimentos.
Segundo Marisa Serrano, a alteração também se deve ao cancelamento do depoimento do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, inicialmente previsto para esta terça
- Depois desse dossiê, em hipótese alguma podemos deixar a CPMI. Agora zera tudo. Não tem acordo e vamos até o fundo - acrescentou Marisa, referindo-se ao à divulgação, pela revista Veja, de suposto dossiê do governo para divulgar gastos com cartão corporativo na gestão de Fernando Henrique Cardoso.
- Nesta quarta-feira votaremos (o requerimento) da Dilma. Alguém tem de explicar e quem detém o poder para explicar é a ministra Dilma. E será convocação - ela ressaltou.
Segundo Marisa Serrano, o PSDB também decidiu que vai brigar pela abertura dos documentos sigilosos de gastos da Presidência no governo Fernando Henrique e no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O argumento é que depois da divulgação do suposto dossiê não há por que afirmar que os gastos da Presidência da República são sigilosos e não podem ser divulgados.
- Quero ver se esses documentos são sigilosos. São documentos que a nação brasileira não pode ver? Acho que pode sim. Nenhum atenta contra a integridade física e moral do presidente. Então tem de abrir todos. Vamos abrir o sigilo de todo mundo. Do Fernando Henrique, da dona Ruth, da dona Marisa, do presidente Lula, dos familiares, do vice-presidente. É dinheiro do povo brasileiro e temos a obrigação de dar uma resposta. (A CPMI) Pode fazer? Pode. Tem o direito de fazer? Tem. E vai fazer - disse a presidente da CPMI.