Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2026

CPIs do Apagão Aéreo têm reuniões marcadas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado inicia nova fase e marcou o depoimento de especialistas em tráfego aéreo. Na terça-feira, os parlamentares deverão ouvir o ex-presidente da Embraer, Osiris Silva, e o comandante Jefferson Vaz de Oliveira, além de Cláudio Canvas, diretor-presidente da empresa Atech. (Leia Mais)

Domingo, 10 de Junho de 2007 às 11:01, por: CdB

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado inicia nova fase e marcou o depoimento de especialistas em tráfego aéreo. Na terça-feira, os parlamentares deverão ouvir o ex-presidente da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), Osiris Silva, e o comandante Jefferson Vaz de Oliveira, além de Cláudio Canvas, diretor-presidente da empresa Atech, que desenvolveu o sistema de controle.

O relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), disse que a intenção é "entrar fundo na coordenação do sistema" e tratar das questões que causaram problemas no tráfego aéreo. E informou que em uma terceira fase poderão ser investigadas denúncias de irregularidades e desvio de dinheiro na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Na última semana, Torres apresentou relatório parcial responsabilizando os dois pilotos do jato Legacy e os quatro controladores de vôo da torre de Brasília pelo acidente com o Boeing da Gol, em setembro do ano passado.

Na Câmara, a CPI do Apagão Aéreo marcou uma série de depoimentos para terça e quinta-feira. Na terça, deverão ser ouvidos o presidente da Infraero, tenente brigadeiro-do-ar José Carlos Pereira, e o ex-presidente da empresa, major brigadeiro Eduardo Bogalho Pettengill. Na quarta-feira, os deputados se reunirão para votar requerimentos de convocação e pedidos de informação. E na quinta ouvirão outros dois ex-presidentes da Infraero - Fernando Perrone e o deputado Carlos Wilson.

No acidente, o maior da aviação brasileira, chocaram-se no ar o jato Legacy e o Boeing da Gol, cujos 154 ocupantes morreram. Os tripulantes do jato conseguiram pousar na Base Aérea da Serra do Cachimbo (MT).

No Senado e na Câmara foram abertas CPIs para investigar o assunto e a crise no tráfego aéreo, que provocou paralisação dos controladores de vôo no dia 30 de março e tumultos nos aeroportos com atrasos e cancelamentos de vôos.

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