A dificuldade da oposição em conseguir apoio dos governistas na Câmara para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o uso indevido de cartões corporativos por servidores e autoridades públicas não impedirá uma investigação por parte do Congresso.
A afirmação é do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) que na terça-feira definiu com o ministro das Relações Institucionais da Presidência da República, José Múcio Monteiro, e o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), o apoio governista à CPMI.
— Se a Câmara entender que não deve mais ser a CPI mista, por alguma circunstância política que eu respeito mas não entendo, nós vamos voltar a articular a CPI no Senado —, afirmou Jucá.
Neste caso, ele acrescentou que seria mais fácil um acordo com PSDB e Democratas para que a oposição tivesse a relatoria ou presidência da comissão.
— Não deixará de haver, por pressão do governo, nenhum tipo de CPI para investigar a questão dos cartões. Nós queremos investigar e propor novos mecanismos que melhorem e dêem mais visibilidade aos gastos públicos —, disse.
Jucá deve se reunir ainda nesta quarta-feira com o ministro José Múcio para tentar um entendimento em torno da entrega da relatoria ou da presidência da CPMI à oposição.
— O que eu acho é que a sociedade está cobrando e o governo apóia, é uma investigação séria, sem pirotecnia política para que se possa identificar erros e criar mecanismos que se evitem erros futuros —, disse o líder do governo.
CPI sobre cartões corporativos sai independente da Câmara, diz Jucá
Quarta, 13 de Fevereiro de 2008 às 17:53, por: CdB