Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

CPI sai na quarta e governo tenta comandar investigação

Assim que a criação da CPI dos Correios ficou marcada para quarta-feira, o governo iniciou as articulações para tentar comandar as investigações. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou a data da sessão conjunta do Congresso que fará a leitura do requerimento, o que, na prática significa a criação da CPI. Oficializada a comissão, cabe aos líderes dos partidos na Câmara e no Senado indicar seus representantes. (Leia Mais)

Quinta, 19 de Maio de 2005 às 17:40, por: CdB

Assim que a criação da CPI dos Correios ficou marcada para quarta-feira, o governo iniciou as articulações para tentar comandar as investigações.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou a data da sessão conjunta do Congresso que fará a leitura do requerimento, o que, na prática significa a criação da CPI. Oficializada a comissão, cabe aos líderes dos partidos na Câmara e no Senado indicar seus representantes.

O objetivo do governo é garantir para o PT, ou para um aliado fiel, uma das duas vagas mais importantes de uma CPI, a relatoria ou a presidência.

"Vamos ver o que fica com a Câmara e o que fica com o Senado. Depois, veremos o que fica com o governo e o que fica com a oposição", ponderou o senador José Agripino (PFL-RN) nesta quinta-feira.

Pelas regras, é obrigatória a alternância para os dois cargos (presidência e relatoria) em casos de investigação conjunta. Se o presidente for um senador, obrigatoriamente o relator será um deputado.

Normalmente, a maior bancada em cada uma das Casas tem direito às vagas. Pode haver, porém, acordo para alterar essa lógica, assim como partidos menores podem se unir em bloco para superar a legenda com maior número de parlamentares.

ASSINATURAS

Na quarta-feira, a oposição divulgou uma lista com o apoio à criação da Comissão Parlamentar de Inquérito de 44 senadores e 222 deputados.

Nesta tarde, o Congresso apresentou o número atualizado de adesões: 217 deputados e 49 senadores. Os parlamentares têm até a meia noite de quarta-feira, data em que será oficializada a CPI, para desistir de apoiar a investigação ou engordar a lista. O mínimo necessário é de 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara.

Para ter algum tipo de controle sobre as investigações, uma das estratégias é escolher para compor a CPI os melhores quadros governistas e, dessa forma, evitar que o inquérito saia do rumo e se transforme em instrumento político contra o Planalto.

No PMDB, por exemplo, as indicações podem ser um risco, já que boa parte da legenda é composta de políticos oposicionistas.

"Esperamos agora que o governo se organize de forma que não extrapole seu objetivo", alertou o líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia.

Nas últimas três CPIs mistas, deputados do PT ficaram com todas as relatorias, Com esse histórico, o partido terá de negociar muito para ficar com o posto.

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