A CPI das Sanguessugas já está com o relatório preliminar elaborado pelo delegado da Polícia Federal de Mato Grosso, Diógenes Curado, sobre a tentativa de compra do dossiê contra políticos do PSDB por petistas. O relatório contém 12 depoimentos tomados até agora e o resultado da investigação das quebras de sigilo telefônico dos envolvidos.
A PF teve acesso, por decisão judicial, a mais de 700 cadastros telefônicos dos envolvidos. Após a análise desses cadastros, a polícia chegou a um novo nome, além dos sete ligados ao PT que já estão sendo investigados. Para manter o sigilo da investigação, a PF se limitou a dizer que se trata de alguém muito conhecido.
O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), deve passar este fim de semana analisando o relatório. Jungmann defende que seja dada uma satisfação ao eleitor brasileiro sobre o caso do dossiê antes das eleições. Além disso, lembrou que o prazo de funcionamento da comissão termina em dezembro. Segundo o deputado, os documentos da PF servem para orientar o trabalho da CPI na coleta de provas, inclusive testemunhais (por meio de depoimentos).
O delegado Diógenes Curado afirmou ao deputado que a origem do dinheiro, que seria usado na negociação do dossiê, pode ser revelada antes do segundo turno. A conclusão do inquérito, no entanto, ainda pode demorar. Curado apresentou, junto com o relatório parcial, um pedido à Justiça Federal de prorrogação da investigação por mais 30 dias.
Os governistas, por sua vez, insistem na convocação do empresário Abel Pereira, acusado de ter se beneficiado com o esquema de superfaturamento de ambulâncias durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana, acusa a CPI de estar sendo parcial nas investigações sobre o caso do dossiê.
Abel Pereira vai prestar depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira.
CPI recebe relatório preliminar da PF sobre dossiê Vedoin
Sexta, 20 de Outubro de 2006 às 16:07, por: CdB