Esta semana marca o início da tramitação da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Correios, tendo de um lado a ofensiva de boicote do governo e de outro a insistência da oposição em cumprir prazos. A dúvida que permeia a CPI é saber se ela vai prejudicar ainda mais as votações.
A primeira batalha da CPI criada na quarta-feira é jurídica, mas será decidida no campo político: os aliados tentarão aprovar um recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para impedir sua instalação. O governo argumenta que o requerimento apresentado pela oposição não restringe as apurações a "um fato determinado".
O temor é que a oposição amplie as investigações para além dos Correios, onde um funcionário foi flagrado recebendo propina de supostos empresários. No vídeo, ele declara que teria a cobertura do deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, aliado do Planalto.
A análise da CCJ não impede o andamento da CPI e, neste front, os governistas vão tentar garantir o controle dos trabalhos, colocando aliados nos postos de comando, que são a presidência e a relatoria. Especula-se que o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) fique com a relatoria.
Do lado da oposição, já se fala em impedir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), projeto que dá as linhas básicas do Orçamento e que precisa ser votado antes do recesso de julho.
CPI passa pela primeira prova no Congresso
Segunda, 30 de Maio de 2005 às 11:37, por: CdB