Deputados da CPI da Loterj/Rioprevidência obtiveram, no Ministério Público estadual, cópia do inquérito instaurado no órgão para investigar as irregularidades na Loterj e denúncias sobre funcionários fantasmas em órgãos públicos. O presidente da CPI, deputado Alessandro Calazans (PV), também recebeu hoje cópia do processo do Ministério Público federal, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro na Loterj.
Calazans explicou que a ida ao Ministério Público estadual faz parte da estratégia da CPI de unir forças com outros órgãos responsáveis pela investigação. "Já fizemos contato com a Polícia Federal, Polícia Civil, o MP federal e estadual. Também recebemos os relatórios do Tribunal de Contas do Estado e da Procuradoria Geral do Estado. Cada uma dessas entidades tem uma competência específica e por isso a troca de informações é imprescindível", ponderou o deputado.
A promotora Dora Beatriz Wilson Costa, que recebeu os deputados no MP, endossou as palavras de Calazans e se colocou à disposição da CPI. "Os diferentes órgãos adotam linhas de investigação distintas, e somente unindo forças é possível chegar a conclusões satisfatórias", declarou a promotora.
Segundo Calazans, os depoimentos da semana que vem serão peças-chave nesse ponto da investigação. Na terça-feira (23), serão ouvidos pela CPI a ex-vice-presidente da Loterj Rivângela Barros e os ex-chefes de gabinete da autarquia Amaro Sérgio dos Santos Dias e Ana Cristina Moraes. "Vamos descobrir quem era o funcionário responsável pelo ponto dos trabalhadores que não iam à Loterj. A partir desses depoimentos, novos nomes poderão surgir", disse o presidente da CPI.