Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

CPI dos Ônibus do Rio para após confrontos e não tem data para ser reiniciada

A juíza Roseli Nalin, da 5ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu suspender os trabalhos da Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) dos Ônibus.

Sexta, 23 de Agosto de 2013 às 07:57, por: CdB
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A CPI entrou em compasso de impasse
A juíza Roseli Nalin, da 5ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu suspender os trabalhos da Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) dos Ônibus, que teve nesta quinta-feira a primeira sessão na Câmara de Vereadores do Rio. O pedido de suspensão foi feito pelos vereadores Paulo Pinheiro (PSOL), Eliomar Coelho (PSOL), Reimont (PT), Renato Cinco (PSOL), Jefferson Moura (PSOL) e Teresa Bergher (PSDB). A CPI entrou em compasso de impasse, pois não se sabe ao certo quando poderá ser reiniciada, uma vez que a juíza ainda analisa pedido da oposição, que deseja rever a indicação dos integrantes da Comissão. A juíza relatou em seu despacho os motivos de ter ordenado a suspensão temporária da CPI: “Diante dos argumentos apresentados pelos impetrantes e observado que a CPI já instaurada é objeto de impugnação sob o fundamento de vício de ordem formal e material na sua constituição, tenho por suspender o prosseguimento dos trabalhos, intimando-se a autoridade impetrada para manifestação, em 48 horas, visando decisão quanto ao pleito liminar, sem prejuízo do prazo regular para as informações.” Os vereadores de oposição, assim como os manifestantes acampados em frente ao Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo Municipal, não aceitam o critério de instalação da CPI, que elegeu o vereador Chiquinho Brazão (PMDB) como presidente. Eles alegam que Brazão sequer apoiou a criação da comissão e querem que a presidência seja ocupada pelo propositor da CPI, o vereador Eliomar Coelho. A Polícia Civil informou nesta sexta-feira que 11 pessoas foram detidas e liberadas pela Polícia Militar nesta quinta-feira, depois de se envolverem, em uma briga na saída do presidente da CPI dos Ônibus, vereador Chiquinho Brazão, da Câmara Municipal do Rio, após a primeira sessão de depoimentos da comissão parlamentar de inquérito. Chiquinho Brazão deixava o prédio pela saída lateral, na Rua Alcindo Guanabara, na Cinelândia, quando os manifestantes e os seguranças do parlamentar se enfrentaram. Das 11 pessoas encaminhadas à delegacia, nove foram classificadas como vítimas do crime de ameaça (ameaça recíproca). Os integrantes da comissão ouviram o atual secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório. Participaram também o ex-secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, e o presidente da Comissão de Licitação, Hélio Borges.
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