A advogada Ariane dos Santos, que prestou depoimento nesta quarta-feira na CPI do Tráfico de Armas e defendeu Marcos Camacho, um dos líderes do PCC, será indiciada por co-participação no assassinato do juiz corregedor Antonio Machado José Dias. A notícia foi dada pelo relator da CPI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo registros obtidos pela CPI, Ariane visitou Marcola no presídio de Avaré em 13 de março de 2003, no mesmo dia da morte do juiz. O juiz foi assassinado às 18h30min, sendo que um minuto depois, a advogada recebeu um telefone de Priscila Maria Santos, mulher de um dos líderes da mesma facção criminosa de Marcola. De acordo com integrantes da comissão, Priscila era responsável pela operação de centrais telefônicas usadas pela quadrilha dentro dos presídios.
Em seu depoimento na CPI, Ariane negou ter envolvimento com a facção criminosa de Marcos Camacho, mas declarou que não se preocupava com a origem do dinheiro com o qual era paga. Segundo a CPI há registro de um pagamento de R$ 10 mil com a rubrica de "Dra. Ariane". Com relação a essa quantia ela afirma que o pagamento havia sido feito por cliente seu chamado Paulo Sérgio Volpato.
Ariane está sendo investigada, também, em um inquérito policial por ter mentido ao declarar que mantinha uma relação estável com o preso Donizeth Antonio de Oliveira com o objetivo de entrar no presídio de Presidente Prudente, em São Paulo. Os deputados suspeitam que a finalidade ao entrar no presídio era manter contato com Marcola.
CPI do Tráfico de Armas indicia advogada
Quarta, 06 de Setembro de 2006 às 17:59, por: CdB