Rio de Janeiro, 18 de Fevereiro de 2026

CPI do Senado quebra sigilos de dois servidores da Infraero

Terça, 18 de Setembro de 2007 às 18:04, por: CdB

Antes de prestarem depoimento nesta terça-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado, os servidores da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Tércio Ivan de Barros e Roberto Spinelli Júnior tiveram seus sigilos bancário, fiscal e telefônico quebrados por decisão da maioria da comissão. Na mesma sessão, havia sido rejeitado pedido de quebra dos mesmos sigilos do deputado Carlos Wilson (PT-PE), que presidiu a Infraero entre 2002 e 2006.

Segundo o relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), na fase de depoimento, esses dois servidores da Infraero, e mais um terceiro, Adenauher Figueira Nunes, pouco acrescentaram às investigações da terceira fase da CPI do Apagão Aéreo no Senado, que trata das denúncias de corrupção na empresa.

— É certo que eles [os depoentes ouvidos hoje] estão mentindo. No caso do Adenauher Figueira Nunes, ele comprou, e pagou sempre com dinheiro em espécie, um apartamento de mais de R$ 700 mil, fez uma retificação de Imposto de Renda quatro anos depois e uma segunda retificação com mais um ano - isso soubemos com a quebra dos sigilos dele —, disse.

No entanto, o senador disse que isso pouco vai adiantar, porque o ex-presidente da empresa, o deputado Carlos Wilson, que, segundo ele, comandaria o esquema, não terá os sigilos quebrados.

Os três servidores, que depuseram hoje na CPI do Senado, estão afastados de suas funções de diretores da Infraero desde janeiro deste ano, quando a Controladoria Geral da União (CGU) iniciou as investigações sobre possíveis irregularidades na empresa.

Na quarta-feira, a partir das 11 horas, a CPI ouve mais três servidores da Infraero acusados de fraudes em licitações na empresa: Márcio Antonio Marques de Oliveira, Eleuza Theresinha Manzoni dos Santos e José Wellington Moura.

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