A Comissão de Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, a CPI do Grampo, ouvirá nesta quarta-feira o delegado da Polícia Federal Amaro Vieira, que investiga o suposto vazamento de dados durante a Operação Satiagraha e o procurador da República no Estado de São Paulo Roberto Dassié.
Dassié discordou dos pedidos de Amaro para realização de busca e apreensão contra agentes que atuaram na Operação Satiagraha, inclusive contra o delegado Protógenes, que comandou a investigação. As buscas pretendiam encontrar indícios do suposto vazamento de informações. Na madrugada do dia 8 de julho, quando foi deflagrada a operação, os policiais encontraram equipes de TV no locais em que seriam cumpridos mandados judiciais.
Roberto Dassié também investiga as denúncias feitas pelo delegado Protógenes de que teve seu trabalho obstruído pela direção da PF. As denúncias foram feitas depois que ele deixou a investigação, em julho deste ano. Os depoimentos foram pedidos pelo presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). O delegado e o procurador serão ouvidos no plenário 11 a partir das 14h30.
Escuta clandestina
Na terça-feira, a CPI ouvirá o ex-subsecretário-geral de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro delegado Márcio Derenne. O depoimento foi solicitado pelo relator da comissão, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA). O delegado teria sido vítima de escuta telefônica clandestina e, por isso, teria pedido sua exoneração do cargo.
O depoimento de Derenne está marcado para as 14h30, no plenário 9. Logo após, os deputados votarão os requerimentos em pauta.