O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou nesta quarta-feira a criação da CPI do Apagão Aéreo, que tem o objetivo de investigar a crise no sistema no país depois do acidente com um avião da Gol em setembro do ano passado, que matou 154 pessoas.
O PT recorreu e a votação de um recurso que suspende a CPI até uma apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será realizada nesta tarde pelo plenário da Câmara.
O pedido de CPI foi assinado por 211 deputados, 40 a mais do que o mínimo necessário. A maioria dos parlamentares que assinou o documento faz parte da oposição. O PT recusou-se a assinar o pedido de CPI.
- Não concordamos. Não há um fato determinado -, disse o líder do partido, Luiz Sérgio (RJ), referindo-se ao regimento que obriga que uma CPI tenha, além das assinaturas, um "fato determinado".
Chinaglia demorou alguns dias para aceitar o pedido de CPI. Informado pela secretaria-geral da Câmara de que não há problemas no requerimento, o presidente da Câmara não teve outra saída que não fosse anunciar a criação da comissão.
Segundo Chinaglia, a CPI, a primeira do segundo mandato, terá funcionamento de 120 dias (prorrogáveis por mais 60), e 24 membros titulares e 24 suplentes. O presidente da Câmara ainda não anunciou o prazo para os partidos indicarem os integrantes da comissão, nem quando a CPI será instalada.
CPI do apagão aéreo é anunciada nesta quarta-feira
Quarta, 07 de Março de 2007 às 17:08, por: CdB